COLETA DE LIXO - Valor do novo contrato descontenta recicladores
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
No último dia 4 de fevereiro a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) renovou o contrato emergencial com as cooperativas de recicláveis de Londrina por mais 90 dias. Na renovação, o valor pago pela prefeitura aos recicladores por domicílio visitado subiu de R$ 1 para R$ 1,39. O aumento repõe 50% do valor perdido pelos recicladores na assinatura do contrato anterior, no início de dezembro, que havia baixado de R$ 1,78 para R$ 1 o valor pago por domicílio.
Apesar do aumento, os recicladores ainda estão descontentes. "O que eles aumentaram não cobre as nossas despesas que ficaram para trás durante o período em que só recebemos R$ 1 por domicílio. Com R$ 1, nossas dívidas pioraram", disse a presidente da Cooper Refum, Selma de Assis, que promete brigar pelo restabelecimento do valor total, de R$ 1,78, até a assinatura do contrato definitivo, prevista para o próximo mês de maio. "O nosso contrato já teve um valor global e a gente conseguia trabalhar bem. Depois passamos a receber por tonelagem, que era muito bom também, mas acabou e começaram a pagar R$ 1,78. Em dezembro, depois que caiu para R$ 1, nossa situação piorou. Como você fica de pé com um valor desse?", questionou a cooperada. "Menos de R$ 1,78 não dá para ser. Vamos sempre ficar patinando no seco."
Selma também é presidente da Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR), inaugurada no início de dezembro passado, mas que até hoje não entrou em funcionamento. Desde novembro, a Prefeitura de Londrina desembolsa R$ 16 mil mensais para o pagamento do aluguel do espaço que ainda não iniciou as atividades porque depende da licença ambiental expedida pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). A presidente da CVMR aguarda para esta semana a liberação da autorização e a expectativa da CMTU é que a central comece a funcionar em março.
A central deve agregar valor ao material reciclado pelas cooperativas, principalmente papel e papelão, transformando os recicláveis em matéria-prima. "As cooperativas vão poder eliminar o atravessador e comercializar direto com o reciclador", destacou Eliene. "O plástico também vai ser transformado em flocos e pode ser vendido limpo e pronto para as indústrias de reciclagem."
Segundo a CMTU, no ano passado 13.236 toneladas de material reciclado foram comercializadas pelas cooperativas de Londrina, uma média de 1,1 mil toneladas mensais.


