PARANAGUÁ
Cólera não ameaça mais população
A população que mora nas margens do Canal da Anhaia, em Paranaguá – local onde foi concentrado o maior número de casos da epidemia de cólera, há um ano – ainda vive em péssimas condições de higiene, mas não corre mais o risco de se contaminar pelo vibrião. A informação é do chefe do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Isaías Cantoia Luiz.
Ao contrário do que afirmou o secretário da Saúde do Município de Paranaguá, Walmor Bonnoto, a epidemia de cólera foi totalmente vencida. Não houve mais nenhum caso de contaminação desde abril do ano passado. ‘‘Os habitantes de Paranaguá estão sob o mesmo risco que pessoas de qualquer outra cidade do Estado’’, diz Cantoia.
A cólera atingiu 465 pessoas entre março e abril de 99, sendo que foi registrado apenas um caso fora de Paranaguá – em Pontal do Paraná, também no Litoral. Dos contaminados, três não sobreviveram à doença.
Desde a época da epidemia, a Secretaria de Estado da Saúde vem recolhendo amostras de fezes dos moradores para fazer exames semanais. Também são coletados, para testes, frutos do mar e outros materiais, como o esgoto e água. Para segurança da população, os exames continuarão sendo realizados por um período indeterminado.
Moradores do Canal do Anhaia também vêm recebendo orientações de agentes da Secretaria Municipal da Saúde. Apesar de terem aprendido a fazer o tratamento da água e a evitar a ingestão de frutos do mar crus, muitos famílias permitem que as crianças tomem banho no rio – para onde vai todo o esgoto residencial da cidade. ‘‘Isso significa que eles podem estar livres da cólera, mas correm sérios riscos de pegarem outras doenças, como leptospirose e hepatite’’, explica o secretário. (M.M.)

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