Colégios não fecham para alteração
A chefe do Departamento de Ensino do 2º Grau da Secretaria Estadual de Educação, Eliane Marques, explica que para implantar o novo sistema nenhum dos 17 colégios que já funcionam será fechado. Os colégios manterão os cursos de habilitação de Técnico em Agropecuária e de Técnico Florestal.
Só a partir do ano que vem, o aluno que pretende ingressar em um colégio agrícola terá que apresentar certificado de conclusão do nível médio.
Os cursos poderão ser feitos em módulos de seis meses. O primeiro módulo aborda conteúdos comuns para a formação de qualquer produtor agrícola - como análise qualitativa e quantitativa, análise de solo, pastagem, defesa sanitária, entre outros. Os módulos seguintes serão sempre de especialização.
Uma das muitas vantagens do funcionamento dos colégios agrícolas em nível pós-médio, é que os alunos estarão numa faixa etária e de desenvolvimento biológico compatíveis com as máquinas e equipamentos que utilizarão nas atividades práticas previstas no currículo.
Pelo sistema antigo, o aluno ingressava no colégio por volta dos 15 anos, sem poder legalmente dirigir um trator, uma colheitadeira ou outros veículos usados no campo. Agora, quando o aluno procurar o colégio agrícola já estará com 17 ou 18 anos, mais definido, com capacidade maior de escolha profissional e legalmente habilitado a manipular os equipamentos necessários à formação, ressalta a diretora do Colégio Agrícola Estadual Cambará, Isolete dos Anjos Grandi.
O patrimônio dos colégios agrícolas paranaenses - posse e domínio da terra, estrutura física, equipamentos e material para o desenvolvimento das atividades agropecuárias - pertence à Secretaria de Educação. Atualmente, eles funcionam em regime de internato, semi-internato e externato, com instalações que incluem, além das comuns às escolas tradicionais, refeitórios e alojamentos e toda a infra-estrutura necessária ao funcionamento de uma fazenda-escola, com o objetivo de conciliar as funções de ensino e produção.
Em 1996, os colégios agrícolas paranaenses totalizavam 1.264 alunos, 526 hectares de área cultivada e 117.397 metros quadrados de área construída. Além das atividades regulares, os alunos realizam trabalhos para a comunidade em parceria com instituições de pesquisa e extensão rural.





