Silvana Leão
De Londrina
Depois de anos a fio enfrentando problemas graves de estrutura física, como rachaduras nas paredes, goteiras, complicações nas redes hidráulica e elétrica, entre outros, duas das escolas públicas mais antigas de Londrina vão, enfim, passar por uma reforma geral. No Colégio Estadual Marcelino Champagnat as obras já começaram, e devem terminar em meados de julho do ano que vem. No Hugo Simas, o mais antigo da cidade, o início das reformas está previsto para o final de dezembro.
Os recursos para as tão esperadas obras estão sendo obtidos através do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio (Proem) do Paraná, que por sua vez é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De acordo com José Wilson de Souza, chefe da coordenadoria de obras do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), 22 escolas do Estado já foram contempladas pelo programa, mas no caso do Marcelino Champagnat e do Hugo Simas, como são obras maiores e requerem concorrência pública, demoraram mais para serem iniciadas.
Souza explicou que o Proem terá a duração de cinco anos. ‘‘Estamos apenas no segundo ano. Várias escolas ainda serão atendidas.’’ Ele informou que outros 20 colégios tradicionais do Estado receberão os mesmos tipos de obras (reforma e restauração).
No Colégio Marcelino Champagnat, estão sendo feitas ampliações dos laboratórios de informática e biblioteca, construção de pátio coberto com sanitários, cantina e refeitório, adaptações de um dos blocos já existentes, restauração do prédio histórico, obras de paisagismo e construção de ginásio de esportes. Tudo isso deverá custar em torno de R$ 1,2 milhão.
Já no Colégio Estadual Hugo Simas, o clima agora é de esperança. Há pelo menos 10 anos a escola reivindica reformas no prédio que já completou 62 anos. Recentemente, a Associação de Pais e Mestres (APM) e o Conselho Escolar do estabelecimento uniram forças para levantar os recursos necessários para a pintura das salas de aula e reforma das quadras poliesportivas. ‘‘Conseguimos amenizar os problemas’’, explicou a diretora Ubiracy Cleusa Lobo Moreira Silva.
Agora, o maior problema é o perigo oferecido pela rede elétrica do prédio. ‘‘As lâmpadas queimam frequentemente e isso mostra que a rede deve estar sendo insuficiente’’, afirma Ubiracy Silva. Os problemas, porém, vão muito além. ‘‘O piso está em estado lastimável, pátios rachados, a parte hidráulica velha demais. Não tem o que não precise de reforma no colégio, hoje em dia.’’ Pelos cálculos da Fundepar, as reformas no colégio vão custar aproximadamente R$ 700 mil.

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