'Colégio tem que se adaptar', diz conselheiro
De acordo com o conselheiro tutelar Idalto Almeida, esse não é o único caso acontecido com o Instituto Londrinense de Educação de Surdos (Iles). Ele diz que a instituição deve se adaptar às necessidades especiais dos alunos, com estrutura física e profissionais especializados. ''É o colégio é que tem que se adaptar aos alunos, não eles ao colégio'', comenta. Para o conselheiro, ''faltou sensibilidade da direção em promover um processo gradual e dinâmico de integração para a adaptação e convívio harmonioso da criança com os outros colegas''.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CMDPPD) de Londrina, Martinha Clarete Dutra, tem a mesma opinião. ''Se o menino for corretamente medicado, é uma criança trabalhável. Precisa de um tratamento especial para resgatar o tempo que perdeu fora da escola'', opina. Ela apóia a decisão de encaminhar a denúncia ao Ministério Público. ''A escola é um serviço público e tem que se preparar para ensinar com qualidade. E buscar ferramentas para isso'', ressalta.
A coordenadora da área de deficiência auditiva da equipe de educação especial do NRE, Dulce Pascoalina Romero, disse que o caso de Anderson vem sendo acompanhado pelo órgão desde o início de 2002. Segundo ela, o garoto será encaminhado à uma das Classes Especiais de Condutas Típicas da Rede Municipal de Ensino, que funcionam em algumas escolas das cidades. Já o Iles vai dar o atendimento complementar com a linguagem de sinais. ''Ele tem que ser atendido em suas duas necessidades'', aponta.





