O Instituto de Educação de Maringá será o primeiro colégio estadual da região a instalar catracas eletrônicas para controlar a entrada e saída dos seus alunos. As catracas já estão sendo compradas e deverão ser instaladas até o final desta semana. O colégio é o maior da rede de ensino público de Maringá, com quatro mil alunos, e fica localizado em frente à praça da Catedral, no centro da cidade.
A idéia de substituir os crachás, que estavam em uso desde o início do ano passado, pelas catracas foi da Associação de Pais e Mestres (APM) do Instituto de Educação. Sérgio Yamada, presidente da APM, diz que a associação tem uma preocupação grande com a segurança dos filhos porque a praça da Catedral é muito frequentada por prostitutas, que usavam os banheiros do colégios, e também por causa de traficantes de drogas, que acharcavam os alunos na entrada e saída das aulas.
Com o crachá, o problema da entrada de estranhos no colégio foi resolvido, garante Yamada, mas criou-se um outro problema: a perda dos crachás, muito comum entre as crianças. Para fazer outro, demorava bastante. ‘‘Com a catraca, cada aluno vai ter o seu cartão magnético, que pode ser guardado nas bolsas e bolsos, e é de fácil reposição se for perdido’’.
As catracas vão custar R$ 10 mil e serão pagas pelos próprios alunos, afirma o presidente da APM. ‘‘Cada um vai contribuir com R$ 5,00, o que dará um total de R$ 20 mil. A metade será usada na manutenção das catracas e na reposição dos cartões’’, explica ele.
Para aprovar a idéia, a APM, primeiro, conseguiu a permissão da diretoria do colégio e, depois, realizou discussão e votação do projeto entre seus membros. Em Maringá, somente um cursinho pré-vestibular de propriedade privada mantém o sistema de catracas na entrada da escola.

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