Dorico da SilvaReformas, enfimO diretor Paulo de Tarso (à direita) no colégio Marcelino Champagnat: obra esperada há muitos anos Os cerca de 4 mil alunos do colégio estadual Marcelino Champagnat (área central de Londrina) serão transferidos no próximo mês para um local provisório. A mudança será feita para que possam começar obras de reforma e ampliação da escola. Anteontem à noite, foi realizada uma assembléia entre pais de alunos, professores e funcionários para discutir o assunto, mas não houve definição do novo lugar.
A reforma deve ter início na segunda quinzena de abril e a previsão é que esteja concluída em setembro. ‘‘Para que os funcionários, alunos e professores não fiquem expostos a riscos durante a reforma, ficou decidido que o prédio será desocupado’’, observa o diretor do período matutino do colégio, Paulo de Tarso Gonçalves.
Durante os meses em que a escola estiver em obras, os estudantes terão aulas em um outro local. Paulo de Tarso observa que, durante a assembléia, formou-se uma comissão de professores, alunos e pais, que escolherá o lugar. Ele diz que estão sendo estudadas várias opções, como o prédio do antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC), a Supercreche e alguns imóveis de empresários.
‘‘Tem que ser um lugar grande para abrigar todos os alunos’’, observa Paulo de Tarso. Ele diz que talvez não seja possível encontrar um só prédio que abrigue alunos dos três turnos. ‘‘O importante é que os alunos de um mesmo turno fiquem em um só local.’’ O diretor afirma que a preocupação é principalmente com estudantes de 5ª a 8ª série, que estudam no turno vespertino. ‘‘São alunos menores e o lugar escolhido não pode ser muito afastado.’’
A definição e a readequação do local será definida, segundo o diretor, até o início de abril. Paulo de Tarso afirma que a transferência foi bem recebida pela comunidade escolar. ‘‘Eles estão dispostos a fazer este sacrifício porque já esperam a reforma na escola há vários anos.’’
O Marcelino Champagnat é considerado um dos maiores do Estado, tanto em área como em número de alunos. A escola foi construída em 1946 e há 30 anos não passa por uma reforma. Fiação elétrica e parte hidráulica danificadas, goteiras na maioria das salas de aula, carteiras e quadros-negros depredados são alguns dos problemas enfrentados pela comunidade daquela escola, que já fez várias mobilizações e protestos.
Paulo de Tarso explica que, desta vez, as obras serão executadas. Os recursos para o projeto de restauração, ampliação e reforma do colégio (cerca de R$ 1,5 milhão) são do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar).
Entre as obras previstas estão a restauração do prédio histórico e a construção de duas quadras esportivas e um prédio de três pavimentos para abrigar as salas de aula.

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