O Colégio Militar de Curitiba (CMC) comemora hoje os 40 anos de sua criação. A solenidade ocorre às 10 horas, com entrega de boinas vermelhas aos novos alunos, de placa em homenagem ao primeiro comandante do CMC, Alípio Ayres de Carvalho, e de botons aos ex-alunos, além do tradicional desfile militar.
Segundo o atual comandante do CMC, coronel Ivan Monteiro, a comemoração tem um significado importante para ex-alunos e para a própria cidade de Curitiba. O colégio foi criado em 1959 e já na década de 60 sofreu com ameaças de fechamento. ‘‘A população se mobilizou para mantê-lo e, até hoje, existe vontade de que ele exista’’, afirma Monteiro.
Foi também pela vontade da população que o CMC voltou a funcionar em 1994 e continua ensinando até hoje. Em 1988, o colégio fechou porque gerava muitos gastos e também para dar lugar a uma escola de sargentos. Os planos não deram certo e depois de seis anos o trabalho do colégio foi retomado.
Com a volta, surgiu uma novidade: a admissão de meninas. Hoje, o CMC tem 750 alunos - 45% meninas - matriculados desde a 5ª série do ensino fundamental até a 3ª do ensino médio. Ao total, apenas 20% dos alunos seguem a carreira militar.
Segundo o coronel Monteiro, que é o primeiro ex-aluno a ser comandante do CMC, o colégio está preocupado com a modernização do ensino e o ensino específico para superdotados, dado pelo Progama de Desenvolvimento de Potencialidades (Proep). O Proep tem hoje 90 alunos, que, duas vezes por semana, têm atividades extra-classe para facilitar sua socialização e aproveitar melhor seu potencial.
Todos os anos, cerca de 100 alunos entram na 5ª série do ensino fundamental do CMC. As vagas são disponibilizadas de acordo com a capacidade do colégio e são disputadas num concurso que ocorre em dezembro.
O CMC é um dos 12 colégios militares do Brasil. O primeiro a ser inaugurado foi o do Rio de Janeiro, em 1889. Os colégios militares são conhecidos pela excelência do ensino, formação militar e mensalidade baixa. Em Curitiba, por exemplo, os alunos pagam R$ 35,00 por mês. Cada aluno custa ao colégio R$ 200, mas a diferença é paga pelo Exército Brasileiro.

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