Colégio é alvo frequente de vândalos e ladrões
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quarta-feira, 10 de dezembro de 1997
Adriana De Cunto 
Londrina
Dorico da SilvaDestruiçãoArmários da Escola Estadual Tiradentes arrombados no final de semana: pedido de providências à políciaUma escola da área central de Londrina virou alvo frequente da ação da vândalos e ladrões. Em menos de seis meses, a Escola Estadual Tiradentes, localizada na Vila Recreio, sofreu três atos de vandalismo e um furto. O mais recente aconteceu no último final de semana: vândalos quebraram a janela da sala dos professores, entraram no prédio e destruíram o armário de aço - com valor calculado em R$ 600 - onde os docentes guardavam o material.
Segundo a diretora da escola, Tilce Maia de Mendonça, os pertences dos professores foram espalhados pelo colégio. Além disso, os assaltantes levaram uma caixa de som e picharam vários locais da escola escrevendo nomes de alunos.
Segundo a vizinhança, o problema aconteceu no sábado à noite. Tilce Maia não quis dizer se suspeita de moradores da Vila Recreio. Ontem ela esteve na 10ª Subdivisão Policial para pedir que a polícia tome providências para dificultar a ação dos vândalos.
Este semestre já foi furtado um videocassete da Escola Tiradentes, que oferece ensino de 1º grau para 580 alunos. Em outubro, alguns adolescentes do bairro apedrejaram o prédio do colégio. Os garotos foram identificados pelos funcionários da unidade, e os nomes foram encaminhados para o Centro de Atendimento ao Menor (Cetrem), no 2º Distrito Policial.
Tilce de Mendonça conta que a direção da escola foi responsabilizada, pela polícia, para entregar a intimação para que os jovens comparecessem à delegacia. No dia da audiência eu estive na delegacia, mas os adolescentes não foram, lembra. Depois disso, nenhuma outra providência foi tomada pela Prefeitura, diz a diretora.
Na opinião dela, o governo estadual deveria permitir que as escolas contratassem vigias. Alguns colégios são mais privilegiados porque têm casa de caseiro ou têm posto da PM (Polícia Militar) por perto. Nós não podemos mais conviver com estes atos de vandalismo, reclama Tilce de Mendonça.
A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Maria Genoveva Belucci, diz que os furtos são mais comuns nas escolas do que os atos de vandalismo. Há escolas mais visadas, revela. Ela diz que o Núcleo tem aconselhado os diretores a colocarem alarmes nos prédios e lembra que, para as unidades que têm casa, o Estado paga o caseiro.
Maria Genoveva Belucci explica que a compra do alarme deve ser feito pela própria escola através de uma verba que recebe do Estado para manutenção do prédio e aquisição de material. A direção deve analisar o que é mais prioritário.
Na opinião do NRE, a direção das escolas e as Associações de Pais e Mestres (APMs) deveriam promover um trabalho de conscientização com a comunidade para mostrar a importância de preservar o prédio escolar.
O secretário municipal de Educação, José Dorival Perez, diz que a Prefeitura está estudando a possibilidade de instalar, em todas as 61 escolas do município, alarmes contra roubo. Na opinião dele, é a maneira mais eficiente e barata de conter os atos de vandalismo e principalmente os furtos. Perez lembra que antigamente os ladrões entravam nas escolas para roubar merenda, mas agora a procura está sendo pelos equipamentos eletrônicos, como videocassete e televisão.
O delegado-chefe da 10ª SDP, Wanderci Corral Fernandes, não tem informações sobre o número de furtos e depredações que ocorreram nas escolas da Cidade, mas ele acredita que não se tratam de crimes comuns. Para ajudar a conter a ação dos marginais, o delegado aconselha que as escolas invistam em sistemas de segurança.


