Imagem ilustrativa da imagem Colégio de Londrina é sede de polo de judô
| Foto: Marcos Zanutto - Grupo Folha

Trabalhar o desenvolvimento humano e a inclusão social por meio do judô e da educação. Este é o principal objetivo da ALJ (Associação Londrinense de Judô), que abriu recentemente seu terceiro polo de judô na cidade, no Colégio Estadual Benedita Rosa Resende, na zona leste. As outras unidades funcionam no Colégio Estadual Maria José Aguilera (zona sul) e no Colégio da Polícia Militar (zona oeste). A intenção é que cada um atenda de 50 a 80 adolescentes.

No Benedita Resende, a iniciativa teve início há cerca de 50 dias e já conta com cerca de 40 estudantes inscritos. A atividade de artes marciais funciona duas vezes por semana em sistema de contraturno e não tem custo para os jovens praticantes. O professor e o tatame foram adquiridos com verba proveniente do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos), administrado pela FEL (Fundação de Esportes de Londrina). Os quimonos foram doados por um empresário, por intermédio de um vereador.

Imagem ilustrativa da imagem Colégio de Londrina é sede de polo de judô
| Foto: Marcos Zanutto - Grupo Folha

“Em 2017 reabrimos o polo no Cafezal, no ano passado na zona oeste e agora na leste. Daqui um mês vamos abrir um no Ieel (Instituto de Educação Estadual de Londrina), no centro, e com isso fechamos as regiões de Londrina, faltando apenas a zona norte, que será o nosso próximo passo”, aponta Alexandre Segantin, presidente da ALJ. Os polos de judô foram implementados pela primeira vez nas unidades escolares nos anos 2000, perdurando até 2012, quando foram encerrados.

SUPRINDO CARÊNCIAS
De acordo com o organizador do projeto, além da questão social, a ação oferta oportunidade para os adolescentes se desenvolverem na prática esportiva, suprindo carências que o município tem na modalidade. “Somos responsáveis por completar equipes da cidade nos Jogos da Juventude e Jogos Abertos do Paraná. Nas academias privadas não temos atletas em determinadas categorias e essas janelas são preenchidas por jovens do projeto. Entre as categorias estão o meio-pesado e pesado feminino, o ligeiro e super ligeiro masculino”, exemplifica.

Henrique Rocha
Henrique Rocha | Foto: Marcos Zanutto - Grupo Folha

Um dos primeiros a se interessar pelo projeto no Colégio Estadual Benedita Rosa Resende foi Pedro Henrique Coutinho, 15. Praticante de jiu-jitsu e muay thai no passado, viu uma chance de retomar o esporte, o que já tem impactado em seu comportamento. “Era mais bagunceiro e agora estou mais comportado, quieto. Tem me ajudado de diversas formas”, reconhece. “O judô impacta na escola porque envolve disciplina. Tem outros desafios também, mas o principal é esse”, opina Henrique Pires Rocha, 14.

Para Pedro de Brito Nunes, 14, que desde criança tem interesse em artes marciais, o propósito é se especializar e poder participar de competições. “Gosto muito deste tipo de luta e quero trazer medalhas para a escola e, quem sabe, poder até viver do esporte”, planeja. O lançamento oficial ocorreu no início desta semana, com apresentação para os demais alunos da unidade escolar. Caso sejam selecionados para campeonatos, os judocas serão custeados pelo projeto, que bancará as inscrições.

Pedro Henrique Coutinho
Pedro Henrique Coutinho | Foto: Marcos Zanutto - Grupo Folha

OUTRAS ATIVIDADES
A escola na zona leste oferta diversas atividades para os alunos: tiro com arco, futsal, musicalização, atletismo, empreendedorismo e handebol. Tudo por meio de parceria com instituições ou voluntários. “Os estudantes acabam ficando no colégio o dia todo e evita que estejam nas ruas. Agrega na vida deles. A parceria do esporte com a educação é muito positiva e temos visto resultados, pois os professores falam da melhora da conduta deles”, destaca o diretor-geral, José Carlos de Paula. “Queremos implantar, em breve, patinação e futebol de campo”, acrescenta.

O colégio conta com 880 alunos nos três períodos do dia, com salas do 6º ano do ensino fundamental aos 3º ano do ensino médio. “Vemos que existe o interesse deles. A região é carente de espaços gratuitos para esportes. Aqui é uma porta de entrada”, valoriza o docente. “O judô é algo a longo prazo. Não é igual ao futebol, que o brasileiro praticamente nasce jogando. Depende de muita técnica e preparação. Estamos plantando a semente agora neste polo e vamos trabalhando”, explica Alexandre Segantin, da Associação Londrinense de Judô.

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