Marcos BorgesPalavras de ordemGrêmio estudantil improvisa faixas de protesto com cortinas rasgadas: pressão para que o governo faça uma reforma completa na escolaO engenheiro do Departamento de Construções e Manutenção (Decom) da Secretaria de Obras do Estado, Marcelo Paulino de Oliveira, disse ontem que as obras de reforma do Colégio Estadual Marcelino Champagnat devem começar no prazo de 90 a 120 dias. Ele esteve reunido pela manhã com a direção e membros da Associação de Pais e Mestres (APM) do colégio.
Oliveira foi recebido por integrantes do grêmio estudantil que, utilizando as cortinas rasgadas da escola, fizeram faixas cobrando do Estado a reforma do colégio. A reunião aconteceu no Champagnat.
A direção do terceiro maior colégio do Estado em número de alunos - são 3.500 estudantes de 1º e 2º graus, 150 professores e 20 funcionários - vem cobrando a reforma do prédio há várias administrações. ‘‘Desde a época do governador Roberto Requião temos promessa de que o colégio seria reformado’’, diz o diretor Fortunato Zani Neto.
O prédio foi construído em abril de 1946 e o pavilhão de alvenaria passou por reformas, há três anos, que não resolveram o problema de estrutura. Por causa disso, as paredes voltaram a ceder, causando rachaduras e deslocamento de telhas. Com isso, nos dias de chuva, os alunos precisam deixar as salas onde há goteiras.
O engenheiro do Decom disse que o problema das rachaduras não apresenta risco à segurança dos alunos e professores. Ele admitiu que a situação dos pavilhões - um deles, de madeira, é chamado pelos alunos de ‘‘galinheiro’’ - não é a mais adequada, mas considerou que, para efeito de reforma, ‘‘não são emergências urgentíssimas’’.
Paulino Oliveira admitiu que há problemas a serem resolvidos e informou que a APM vai encaminhar um relatório mostrando o que precisa ser feito de imediato, como reparos nas instalações elétricas.
De acordo com o engenheiro, numa segunda etapa será feita a demolição das salas de madeira, onde será construído um pavilhão com 1.600 metros quadrados, totalizando 25 salas de aula. Em seguida, está prevista a construção do complexo esportivo, que terá quatro canchas e uma quadra coberta. Por último, a restauração do prédio principal. ‘‘Será um processo contínuo, que deve estar concluído em dois ou três anos’’, diz Marcelo Paulino de Oliveira.
Marcelo Paulino lembrou ainda que a vice-governadora Emília Belinati assumiu o compromisso de fazer a reforma de uma grande escola a cada ano. No ano passado, o Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL) passou por melhorias. ‘‘Este ano será o Champagnat.’’
O projeto para a reforma do prédio, com orçamento de R$ 1 milhão, foi enviado no ano passado ao Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar). A vinda do representante do Estado a Londrina foi resultado da pressão exercida pela APM, que mobilizou direção, pais, professores e alunos. ‘‘Nós temos feito nossa parte, resolvendo problemas menores, mas precisamos que o Estado cumpra a parte dele’’, disse o presidente da APM, Saulo da Silva Rocha.

mockup