Paulo WolfgangNa RedaçãoArantes, Tércio Albuquerque, Rodrigues e Gomes: aula inauguralO delegado regional do Ministério do Trabalho (MinT) no Paraná, Tércio Albuquerque, esteve em Londrina, ontem, para proferir a aula inaugural aos 45 novos alunos do curso que forma técnicos em segurança do trabalho do Colégio Estadual Polivalente. O curso, que funciona desde 1993, é um dos quatro existentes no Paraná e foi reconhecido oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC) em outubro último.
O curso noturno, com duração de três semestres e duas mil horas - entre as quais 490 são em estágio obrigatório -, já formou cerca de 400 técnicos em nível regular pós-médio. Ou seja, só pode frequentar o curso quem já completou o 2º grau. Além do Polivalente, este curso só é ofertado em Maringá, Guarapuava e Curitiba.
‘‘Este curso do Polivalente é um dos melhores do Brasil. Tanto, que os formados nele têm emprego garantido não só em Londrina e no Paraná, mas estão sendo buscados por empresas do Rio Grande do Sul, de Goiás e outros estados’’, comentou Albuquerque, que visitou a Redação da Folha acompanhado do subdelegado do Mint em Londrina, Dorival Arantes, do coordenador do curso do Polivalente, Dorival Rodrigues, e do professor Milton Gomes.
É o grau de risco da atividade desenvolvida pela empresa que define o número de técnicos de segurança necessários para atuar em conjunto com médicos e engenheiros.
A presença destes profissionais é uma exigência da legislação trabalhista brasileira e vigora há décadas também na maioria dos países desenvolvidos.
O Brasil ocupa o 10º lugar no ranking mundial em número de acidentes do trabalho. O Paraná é o 6º Estado brasileiro com o maior número de acidentes graves e fatais. O setor com mais acidentes é o das indústrias da transformação, com 130 por ano em cada grupo de 100 mil trabalhadores. Em segundo lugar vem a construção civil, com 108 acidentes anuais. Em terceiro ficam as indústrias do setor extrativo, com 70 acidentes.
‘‘A presença dos técnicos de segurança dentro das empresas - ao lado dos cipeiros, dos médicos e engenheiros - é de fundamental importância para a detecção e diminuição dos riscos de acidentes do trabalho’’, afirma Tércio Albuquerque. Quase todos os técnicos formados pelo Polivalente terminam o curso empregados e iniciam a carreira com um piso salarial próximo a R$ 600,00, segundo Dorival Rodrigues, do Polivalente.

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