Colégio Canadá não vai fechar, garante diretor
O Colégio está de pé, não vai fechar e está com as matrículas abertas. A afirmação é do diretor-geral do colégio Canadá, de Londrina, Daniel Hatti, que ontem de manhã convocou entrevista coletiva para tentar acabar com os boatos de que o estabelecimento seria vendido por causa da crise financeira.
O problema das dívidas da escola, causada principalmente pela inadimplência, veio à tona no início de novembro, quando falou-se das ameaças de fechamento. Muitos disseram que o colégio já tinha sido vendido. Mas não há intenção em vender ou alugar. Vamos tocar o colégio como sempre fizemos, ressaltou.
Hatti disse não ter nenhuma solução milagrosa para o colégio, mas que conta com a boa vontade dos pais e da sociedade em geral. Seria mais fácil para os pais mudarem os filhos do colégio, mas eles resolveram criar uma associação para ajudar, afirmou Hatti.
Na opinião de Hatti, a recém-criada Associação dos Pais dos Alunos do Colégio Canadá (Apacc), pode ajudar conscientizando os pais para que quitem seus débitos junto à escola. De uma certa forma, um pai que não paga está recebendo serviços graças ao subsídio de outros pais. E isso não é justo, comenta.
Dimas de Oliveira, conselheiro da Apacc, observa que uma alternativa a ser estudada é o pai pagar a dívida em espécie. Um pai que tem uma padaria poderia, por exemplo, fornecer pães para uma festa do colégio, sugeriu. Além disso, a associação pretende organizar eventos sociais e recreativos.
O diretor-geral da escola disse que as dívidas serão administradas. Ele não citou números, contou apenas que grande parte do débito é com relação a encargos sociais. Sobre a inadimplência, Hatti informou que o colégio tem para receber cerca de R$ 120 mil de mensalidades atrasadas somente dos alunos que estão frequentando as aulas neste ano.
O colégio conta atualmente com 1.350 alunos da pré-escola ao ensino médio e tem cerca de 130 funcionários. As mensalidades variam de R$ 135,00 a R$ 225,00. As matrículas estão abertas e, segundo Hatti, uma forma encontrada para evitar que o índice de inadimplência aumente é não aceitar a rematrícula de alunos que estão com dívidas junto à escola. Esta medida, afirma, é perfeitamente legal.
Segundo o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná, Alderi Ferraresi, a média de inadimplência nos colégios é de 10%. Mas tem escola que está com 50% de inadimplência, observa. Em Londrina são 160 escolas particulares.Josoé de CarvalhoO diretor-geral Daniel Hatti e o conselheiro da Apacc, OliveiraLucilia Okamura





