Mário Sérgio Mantovani, diretor do Centro de Ciência Biológicas (CCB) da UEL, desconhecia as denúncias contra os alunos do curso de Psicologia. Segundo ele, o trabalho de recepção dos alunos ''é sério e envolve várias atividades de cidadania e inclusão, além de evitar a extrapolação''. ''Trote não é tradição no CCB, foi uma ação individualizada que fugiu do controle do colegiado, que sempre se preocupou em estruturar, junto aos alunos, a semana de recepção dos ingressantes'', opinou.
Para o diretor do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), Anísio Ribas Bueno Neto, ''o trote foi uma ação pontual e pessoal de eventuais membros da turma do segundo ano de Direito, que inclusive é formada por excelentes alunos, com foco diferenciado'', comentou.
Segundo Bueno Neto, a maioria dos veteranos comandou campanhas de doação de sangue e medula óssea e arrecadação de materiais para entidades carentes. Ainda conforme o diretor, é política do Cesa visitar as salas e alertar os alunos ingressantes para o comportamento na recepção dos calouros no ano seguinte.
''Independente do curso, os alunos do Cesa apresentam comportamento regular em sala, mas que não praticam a educação fora dela e não dá para detectar quem vai ou não praticar trote violento'', completou Bueno Neto.
Nádina Aparecida Moreno, diretora do Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca), é favorável à abertura de sindicância para apurar as denúncias e defende que os responsáveis pelos trotes violentos respondam pelos seus atos. ''Eles sabiam que era proibido e mesmo assim fizeram.''
Segundo ela, nunca havia sido registrada denúncia contra o curso de Relações Públicas antes. Cada curso do Ceca tem automomia para receber os alunos ingressantes como quiser, desde que seguindo as proibições do regimento interno da universidade: ''Alguns optam por arrecadar alimentos, outros por aula inaugural e outros até pela aula trote, quando é arrecadado dinheiro para realização de churrasco para os próprios calouros'', revelou. (M.G.)

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