Curitiba - Cerca de mil estudantes são esperados em manifestação que deve acontecer na sexta-feira, às 10h30, na avenida próxima ao Colégio Estadual Lysímaco Ferreira da Costa, onde estuda Giovanni Costa Gouveia, 16 anos, que foi espancado no último dia 7. O estudante continua internado em estado grave no Hospital Evangélico, em Curitiba.
Embora os laudos periciais solicitados pela equipe da Delegacia de Homicídios (DH) não estejam prontos, segundo a polícia ainda não há qualquer indício que sustente a tese da defesa dos três rapazes indiciados pelo espancamento. De acordo com os advogados dos universitários Luiz Felipe Chiess da Silva, 20 anos, Mario Oliveira Costa Filho, 19, e Gilberto Maia Filho, 19, eles teriam agido em legítima defesa numa suposta tentativa de assalto. Giovanni sofreu cinco fraturas no crânio, consequência de fortes golpes que teriam sido aplicados com um pedaço de madeira e uma garrafa pelos três, já indiciados por por tentativa de homicídio. Os laudos devem ficar prontos nos próximos dias.
''Não se confirma a hipótese do assalto. Não apareceu qualquer prova'', explicou o delegado titular da DH, Jaime da Luz. Até o final da semana, a polícia ainda deve ouvir três paramédicos do Siate, que atenderam o estudante. Na última sexta-feira, segundo o delegado, foi ouvido um morador de um dos prédios, que teria visto todo o acontecimento da sacada. De acordo com a polícia, os universitários continuaram batendo no adolescente mesmo ele estando no chão e teriam parado apenas quando algumas pessoas se aproximaram do tumulto.
O advogado de Maia Filho, Dálio Zippin Filho, disse que estranha a polícia não confirmar o assalto porque, segundo ele, várias testemunhas teriam confirmado a versão dos universitários. A FOLHA procurou a defesa de Silva e Oliveira mas os advogados não foram localizados.
A indignação com a violência envolvendo o adolescente fez com que pais, alunos e professores da escola onde Giovanni estuda se reunissem para organizar a manifestação. A mãe de Giovanni, Rosemari Costa, informou que deve participar do protesto ao lado de outros familiares e estudantes.

mockup