Walter Ogama
De Londrina
Humilde e de fácil comunicação, Gilberto Fernandes, 50 anos, é o típico cidadão que conquista a simpatia das pessoas na conversa. Diariamente ele ocupa o seu lugar na calçada lateral do Museu Padre Carlos Weiss, no centro de Londrina, bem em frente à portaria da Avenida São Paulo do Terminal Urbano.
Ali, numa banca improvisada, ele negocia um pouco de tudo: compra e venda de passes de ônibus, cigarros, pentes e até calculadoras eletrônicas. Mas o principal negócio de Gilberto Fernandes é a troca, compra e venda de cartões telefônicos.
Na verdade, Gilberto revela que é um apaixonado pela ‘‘cartofilia’’. Ele tem cerca de 3.500 cartões, todos arquivados em álbuns apropriados. A maioria é do Brasil mesmo. Mas Gilberto tem também alguns do Japão e de outros países.
Tão importante quanto ser um colecionador, segundo Gilberto, é desempenhar o papel de um difusor de conhecimento. Ele, que nasceu em Cambé mas mora em Londrina, onde sempre trabalhou, diz que costuma orientar os novos colecionadores – ‘‘meninos de 11 a 12 anos’’ – a lerem as informações escritas no verso dos cartões.
São informações sobre obras de arte reproduzidas na frente, de prédios históricos, de regiões turísticas do Brasil. Gilberto, com seus cerca de 3.500 cartões, nem precisa mais conferir as informações do verso. Ele vai folheando seus álbuns e informando sobre as xilogravuras, os óleo sobre tela, os nomes famosos das artes plásticas que tem suas obras reproduzidas nos cartões.

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