Coleção de pinga tem 600 garrafas
Ele já colecionou chaveiros, canetas, facas e até móveis antigos, mas sua grande paixão são as cachaças. O instrutor de marcenaria e ex-vereador José Pavezi, 57 anos, de Marumbi (33 km ao sul de Apucarana), ostenta mais de 600 garrafas de aguardente nas prateleiras da sala de sua casa. A maior parte da coleção, iniciada em 1963, são garrafas, mas a modernização dos materiais obrigou Pavezi a incluir também latinhas e caixinhas da bebida.
Ele conta que começou a coleção por acaso, com a cachaça da marca Iaúca, e não parou mais. Pavezi jura que não bebe, apesar de algumas garrafas estarem vazias. Eu tomei muito no tempo de solteiro, mas hoje só consumo um pouco de cerveja, garante. Ele conta que, dos velhos tempos, sobrou como melhor sabor a pinga São Francisco. Também tomei muito a Três Fazendas, propagandeia. Mas a coleção não tem só bebidas nacionais. Garrafas do México, Alemanha e Paraguai também fazem parte do acervo do colecionador.
Entre as raridades, Pavezi guarda em lugar de destaque uma garrafa de pinga com a foto do rei Pelé, campeão mundial na Suécia, em 1958. O rótulo inclui apenas Pelé Caninha. Se você me perguntar como ela veio parar aqui eu nem lembro, mas é difícil encontrar um exemplar, diz, orgulhoso.
Também não faltam pingas cujas garrafas são produzidas com vidro retorcido. A coleção inclui ainda aguardentes do Nordeste, cujos rótulos trazem dizeres impublicáveis. A coleção de Pavezi é famosa na cidade e visitada por muita gente. Até hoje ele não esquece de pedir aos amigos uma lembrancinha - cachaça - de suas viagens. Quer mais pinga para aumentar a coleção e faz questão de limpar as garrafas, uma a uma. Não deixa ninguém mexer. Estraga o rótulo. Não posso correr riscos, argumenta.Josoé de CarvalhoPavezi e a coleção de cachaça, em prateleiras na sala de sua casa: Hoje só um pouco de cervejaPatrícia Zanin





