Coleção de despachante de Assaí reúne mais de 2,5 mil chaveiros
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segunda-feira, 02 de junho de 1997
Therezinha Thomaz, de Assaí 
Therezinha TomazEscritório é decorado com ripas de madeira chumbadas na parede, onde os chaveiros são pendurandosASSAí - Colecionar chaveiros durante o trabalho faz parte do dia-a-dia do despachante Eloir João Rosa, o Rosinha do Detran, morador em Assaí Assaí (36 quilômetros a leste de Londrina) desde 1963. Vindo de Curitiba para trabalhar como auxiliar no Detran, encontrou o lado divertido da vida colecionando chaveiros, a partir de 1964. Com a criação da 19ª Ciretran (Circunscrição Regional do Trânsito), em 1968, assumiu a chefia e carregou consigo a pequena coleção para expor no novo local de trabalho. A partir daí, a coleção ganhou força, diz.
Instalada num casarão de madeira que já não existe mais na Rua Manoel Ribas, a Ciretran transformava-se, nos finais de semana e feriados, em ponto de encontro de pessoas de diferentes categorias profissionais porque nos fundos havia uma cozinha com churrasqueira.
Foi a partir destes encontros que o número de chaveiros da coleção foi aumentando. Rosinha ocupava um quarto onde colocava os chaveiros num pequeno quadro de feltro pendurado na cabeceira da cama. Os amigos que circulavam pelos cômodos do casarão acabavam deparando com o quadro e sempre contribuíam com algum chaveiro de lembrança de viagens que faziam.
Com o casamento, em 1973, houve mudança de vida e a coleção ficou por um tempo inativa. Somente no início de 1992 é que foi reativada devido a montagem do seu escritório de despachante credenciado pelo Detran, anexo à sua casa. Na época, a coleção contava com pouco mais de mil chaveiros, mas havia um especial, nas cores dourado e vermelho, com a esfinge de Nossa Senhora, trazido da Itália por um amigo. Por considerá-lo muito bonito para ficar guardado, Rosinha resolveu expor a coleção.
Em vez do quadro de feltro, teve a idéia de decorar o escritório com ripas de madeira chumbadas na parede, onde vai pendurando os chaveiros agrupando nomes de lojas, times de futebol, brinquedos, concessionária de veículos e do Nordeste, por serem artesanal.
Os proprietários de veículos que comparecem ao escritório sempre carregam chaveiros e, sendo diferente, acabam doando. As pessoas que pararam de colecionar também fazem doação e aqueles chaveiros repetidos são trocados com outras pessoas.
Atualmente, a coleção reúne quase 2,5 mil chaveiros dispostos em 177 metros na parede. São procedentes do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Itália, Austrália, Líbano, Coréia e Japão.


