Nem o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Leonyl Ribeiro, sabia ontem o paradeiro do delegado-chefe de Londrina, Pedro Colaço, que não foi localizado na 10ª Subdvisão Policial (SDP), desde a última quinta-feira. Ontem, até às 18 horas, Colaço não havia aparecido na delegacia central. O chefe do Comando do Policiamento do Interior, Clóvis Galvão, afirmou que o delegado não poderia se ausentar da cidade sem comunicá-lo.
Galvão garantiu que ele estava em Londrina, apesar de Colaço não ter sido visto na delegacia. No feriado da Páscoa, a cidade registrou dois assassinatos, um deles resultante de um tiroteio no Jardim Leonor, zona oeste, e mais de uma dezena de roubos à mão armada.
Ontem de manhã, a reportagem da Folha ligou para o celular de Colaço, que atendeu, mas não respondeu se estava na cidade. O delegado-chefe pediu para a reportagem telefonar novamente, mas ele permaneceu com o celular desligado, apesar das inúmeras tentativas de contato. Segundo Ribeiro, ‘‘o Pedrinho é meio sistemático’’. O delegado-geral garantiu que iria interceder para que Colaço atendesse a imprensa.
Segundo fontes que não quiseram se identificar, Colaço deverá promover nos próximos dias algumas substituições no quadro policial. Para o cargo de delegado-adjunto, ele teria convidado o delegado Valdir Abrahão da Silva, que atualmente responde pela delegacia de Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Ainda segundo as fontes, o delegado Antonio Zuba de Oliva, de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) assumiria a Seção de Furtos e Roubos.
Zuba disse que desconhece a informação e nega ter recebido o convite. ‘‘Ele (Colaço) disse que precisa conversar comigo, mas não adiantou qual seria o assunto’’. Zuba afirmou que se o convite realmente for feito se sentirá ‘‘orgulhoso’’.
A Folha tentou localizar o delegado de Arapongas, mas não conseguiu contato. De acordo com Ribeiro, Colaço está analisando alguns nomes para trabalhar com ele, mas por enquanto nada foi definido. A escolha dos nomes, disse Ribeiro, é critério do delegado-chefe.
O atual delegado-adjunto, João Eduardo Carulla, pediu para ser afastado do cargo. Ele solicitou a remoção junto a Colaço, que está analisando o pedido. Carulla integra a equipe que trabalhou por cerca de dois anos com Gilson Garrett, que foi afastado para dar lugar a Colaço. Representantes de diversas entidades civis e públicas de Londrina manifestaram repúdio pela decisão da Secretaria de Segurança Pública.

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