Com 27 anos de formado, o caso de Joana Woitas foi uma das situações mais difíceis vividas pelo cirurgião Francisco Gregori Júnior. Na operação, que aconteceu em março de 97 no Hospital Evangélico, dona Joana teve um orifício de cerca de 2 cm colado com Super Bonder numa atitude desesperada do cirurgião, que não queria perder a paciente.
Depois de tentar suturas comuns e colas biológicas - sem conseguir estancar o sangue - Gregori lembrou-se de quando seu filho teve os dedos colados ao manipular o Super Bonder. Mandou, então, um funcionário comprar o produto num posto de gasolina próximo ao hospital.
Joana já havia sido operada anteriormente, quando recebeu duas pontes - uma de safena e outra de mamária. Mas desenvolveu um infarto na parede lateral do coração e acabou internada novamente com um quadro grave de ruptura de ventrículo esquerdo. A paciente estava em choque. A cola, que lhe salvou a vida, foi aplicada pelo cirurgião em retalhos de um tecido especial, colocado em camadas no orifício do coração. (C.L.)

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