Londrina – A manifestação contra a redução da maioridade penal chamou a atenção de muita gente que passava pela Concha Acústica. Um desses curiosos era um homem de 34 anos que cumpre pena em regime semiaberto. Ele concordou em conversar com a reportagem sobre o assunto, mas com a identidade mantida em sigilo.
A história dele é um exemplo da importância da discussão sobre a redução da maioridade penal. E ele próprio fica dividido em relação ao tema. "Fui apreendido pela primeira vez aos 10 anos. As más companhias me ajudaram a ir por esse caminho", resumiu.
Após uma série de apreensões, foi preso pela primeira vez aos 18 anos e só deixou a penitenciária aos 32. "O menor já sabe a condenação dele quando comete um crime. Ele vai sem medo. Se a punição fosse maior, talvez eu tivesse pensado bem antes de cometer o crime. Por outro lado, se os adolescentes tiverem punição maior, as crianças entrem para o crime bem antes dos 16 anos", ponderou.
O rapaz cumpre pena no Centro de Reintegração Social (Creslon).
O homem chegou a conseguir uma bolsa de estudos em uma faculdade particular, mas, por falta de dinheiro, abandonou o curso de Administração. "Consegui me recuperar, mas acho que as coisas só vão mudar quando houver investimento em cultura e quando os adolescentes puderem trabalhar."(V.C.)

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