Marcos Zanatta
De Maringá
A Cohapar está tentando coibir a especulação com moradias populares financiadas com finalidade social na região de Maringá. Sem conseguir pagar as prestações, mutuários simplesmente abandonam o financiamento e repassam o imóvel para outra pessoa, no chamado ‘‘contrato de gaveta’’, que é proibido por lei.
Nos 33 municípios polarizados por Maringá, a inadimplência já atinge um quinto dos mutuários de 17,5 mil imóveis financiados através da Cohapar. Segundo o gerente do escritório da companhia em Maringá, Luiz Carlos dos Santos, em períodos de crise econômica é maior a ação de especuladores.
Ele explica que em torno de 20% dos mutuários da região repassaram os imóveis para terceiros sem transferência legal. Alguns dos ‘‘compradores’’ continuam inadimplentes e, apesar da prática ilegal, acabam locando o imóvel para outras famílias.
A Cohapar, segundo Santos, tem procurado os mutuários para negociar. Quando os funcionários encontram inquilinos, iniciam um processo de execução. ‘‘O resultado é que os moradores serão despejados e os mutuários com contratos na Cohapar responsabilizados judicialmente’’, alerta.
Segundo Santos, a Cohapar está conseguindo a reintegração de imóveis ocupados irregularmente na região de Maringá. Nos próximos dias a Justiça deve emitir pelo menos oito sentenças de despejo. A companhia está também combatendo os contratos de gaveta, que podem estar beneficiando famílias que já possuem imóveis.

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