Cohaban diz que não é a maior devedora de condomínio
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sexta-feira, 09 de abril de 1999
Osmani Costa 
A diretoria da Cooperativa Habitacional Bandeirantes (Cohaban) de Londrina procurou a Folha, ontem, para contestar a informação prestada pela síndica do Residencial Santos Dumont (zona leste), Aparecida Alves de Oliveira, na edição de quinta-feira. Segundo a síndica, a Cohaban é a maior devedora de mensalidades do condomínio, que passa por dificuldades provocadas pela inadimplência de cerca de 160 condôminos entre os 371 que ocupam apartamentos no residencial.
No início do mês, a Sanepar cortou o abastecimento de água encanada do condomínio - que conta com 486 apartamentos em 27 blocos - em consequência de uma dívida de R$ 62 mil, acumulada desde 1995. Não é verdade que sejamos o maior devedor. Deixamos de repassar apenas R$ 3.600,00 para o condomínio, relativos a seis taxas mensais. Paramos de pagar em outubro porque houve várias invasões de apartamentos não coibidos pela síndica, contestou o assessor da diretoria da Cohaban, Cezar Luiz Kachel.
De acordo com ele, maior é a dívida dos condôminos em relação à Cohaban. Aproximadamente 60% dos condôminos não pagam, há vários meses, a taxa mensal de administração de cerca de R$ 200,00 à Cohaban. Infelizmente, eles se esquecem que são associados de uma cooperativa; e que os prejuízos do déficit reverterão contra eles próprios, disse Kachel. Ele ressaltou ainda que a Cohaban tem o maior interesse em resolver todos os problemas do residencial o mais breve possível.
A taxa mensal de R$ 600,00 que deveria estar sendo repassada pela Cohaban ao condomínio é referente às despesas dos apartamentos ainda não ocupados. A Cohaban foi a incorporadora que intermediou o financiamento da Caixa Econômica Federal e a construtora do residencial, pronto desde 1992, mas ocupado somente a partir de 96. Ainda não houve a regularização dos documentos de compra e de financiamento e os condôminos não estão pagando as prestações mensais junto à Caixa.
No final da tarde de anteontem, cumprindo ordem de liminar expedida pelo juiz da 2ª Vara Cível de Londrina, Luis Sergio Swieck, a Sanepar restabeleceu o abastecimento de água aos moradores do Santos Dumont, depois de oito dias de interrupção.


