A prefeitura de Londrina e a Caixa Econômica Federal assinaram, ontem, um contrato oficializando o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que vai permitir a construção de 220 casas populares na cidade. Na primeira etapa, serão beneficiadas 127 famílias, com renda entre R$ 650,00 e R$ 1,2 mil, que não sejam proprietários de imóvel residencial ou financiado.
De acordo com o presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, Carlos Eduardo Afonseca e Silva, as pessoas que já pagam o Poupalar, cerca de 800, terão prioridade para aderir ao programa. As casas serão construídas na Gleba Jacutinga (zona norte). ''Não é financiamento, é arrendamento, a casa é da pessoa, quando acabar de pagar'', explicou.
O prazo de construção, segundo Afonseca, é de oito meses. Cada unidade terá cerca de 55 metros quadrados e valor de R$22,4 mil. O prazo de arrendamento é de 180 meses e o valor aproximado das prestações é de R$ 160,00 mensais.
De acordo com o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), há dez anos a Caixa e a Cohab não realizavam parceria para construção de casas. ''Além das novas moradias, o projeto propicia empregos e investimento para a cidade'', afirmou. Segundo Afonseca, outras parcerias permitirão a construção de mais 500 moradias, nos próximos meses. Os interessados no PAR já podem procurar a Cohab.
Afonseca e o prefeito negociaram com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) uma dívida, cerca de R$ 1 milhão, referente a um financiamento feito em 1993, quando a Cohab de Londrina construiu 55 casas na Vila Marízia (zona norte). As negociações, segundo Afonseca, reduziram a dívida para cerca de R$ 650 mil, com 12 meses de carência e pagamento em 196 parcelas mensais.

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