O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-LD), Assad Jannani, recebeu ontem à tarde uma comissão de representantes das famílias que ocuparam o fundo de vale do Conjunto São Lourenço. Jannani voltou a afirmar que a política da Cohab é de não atender as pessoas que participam de invasões de terrenos públicos. ‘‘Essas pessoas fazem parte da indústria da invasão e irão para o final da fila’’, garantiu.
Segundo ele, apenas seis ou sete famílias - do total de 67 - necessitam realmente de moradias com urgência. ‘‘Para estas, talvez encontremos áreas em algum assentamento regularizado. Mas na área invadida não ficará nenhuma. Pediremos à Justiça a reintegração de posse e dispensaremos aos invasores o rigor da lei’’, ressaltou o presidente da Cohab. A polícia abriu inquérito para investigar as causas e responsabilidades da invasão e está indiciando os envolvidos.
De acordo com dados da Cohab, há na cidade 3.558 famílias morando em 19 assentamentos com alguma infra-estrutura e em fase de regularização dos documentos de posse. Em 19 ocupações irregulares - fundos de vales, áreas de riscos etc. - vivem outras 611 famílias. A invasão do terreno da Cohab no São Lourenço é a segunda deste ano. A primeira ocorreu em fevereiro, quando 16 famílias ocuparam terreno no Jardim Catuaí (zona norte). Todas as famílias foram removidas pela Cohab e devolvidas aos seus locais de origem.
Mais cauteloso que Jannani, o prefeito Antonio Belinati (sem partido) disse reconhecer o problema da falta de moradias populares na cidade, mas afirmou que é preciso cumprir a lei: ‘‘A lei determina que uma área pública não pode ser ocupada’’, resumiu.

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