Cohab vai fiscalizar assentamentos
Cohab vai fiscalizar assentamentos
O assessor da presidência da Cohab, Aguinaldo José da Rosa, responsável interino pela diretoria-executiva, admitiu ontem que a comercialização de lotes ainda pode estar ocorrendo na cidade. Existia em Londrina uma indústria da invasão e da comercialização. A pessoa assumia um lote e vendia depois. E nós queremos acabar com isso, disse.
Para evitar esse problema, o assessor da presidência explica que equipes do setor de assistência social já estão percorrendo a cidade e fazendo um levantamento completo das 3,8 mil famílias que foram assentadas nos últimos dois anos, em áreas como o São Jorge e o João Turquino (zona oeste).
Vamos fazer esse controle porque todos vão receber permissão de uso do imóvel e essa permissão é intransferível. Depois, vamos passar a fiscalizar constantemente para evitar a comercialização, apontou. Ele acrescenta que as pessoas que compraram lotes só poderão permanecer no local se tiverem o perfil social definido pela Cohab, entre eles, ter renda compatível com a média do assentamento e estar morando há no mínimo três anos na cidade. Caso contrário, poderão ter que deixar o lote.
Aguinaldo Rosa acrescenta que as famílias vão ser enquadradas num programa parecido com o Poupalar (onde a pessoa deposita cerca de 10% da renda mensal numa poupança e, depois de 40 meses, recebe um imóvel e faz um contrato de locação com opção de compra). A diferença é que os assentados já estão morando no imóvel e tudo o que for arrecadado será aplicado nos próprios assentamentos em obras como meio-fio, galerias, centro social etc.
Ainda vamos levantar os custos do terreno e eles vão pagar da maneira que puder. Queremos ver se no máximo em 10 dias a gente começa a trazer as pessoas para cá e elas comecem os pagamentos, diz. Sobre as pessoas que não tem emprego, ele afirma: Tem muita gente na informalidade. É impressionante a criatividade dessas pessoas. Elas sempre dão um jeito, aponta. Já as famílias que realmente são pobres terão um tratamento diferenciado. Mas iremos verificar.
Sobre a reclamação da sem-teto, Aguinaldo Rosa, disse que o órgão está acomodando apenas famílias que realmente estão em estado de urgência, ou seja, que são de Londrina e não têm condições financeiras de pagar aluguel.
Por isso, ele diz, o caso de Ivone Pereira não era urgente, já que a sem-teto mudou-se de Londrina e em mais de um ano não ocupou o terreno. Se ela foi para Curitiba, não podemos ficar esperando e segurar o lote. Existem outras famílias com necessidades, explicou. Por isso, o terreno foi passado para família de dona Quitéria. (L.H.)





