O problema do número excessivo de moradores numa única residência em casas populares foi identificado através de uma pesquisa da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) para avaliar o grau de satisfação dos ocupantes. Em 53 residências pesquisadas, houve a constatação de uma com dez moradores e outra com seis ou sete.
A média nas casas de conjuntos habitacionais, porém, é de quatro por imóvel. O diretor técnico da Cohab-Ld, Rosalmir Moreira, salientou que os projetos são de casas-embrião, feitas já com a previsão para receber ampliações.
O tamanho do terreno e a disposição do imóvel no local já são pensados para comportar as obras. Para Moreira, o limite das casas é um dos fatores que permitem a entrega de mais imóveis. ''Logicamente, com imóveis menores seria possível atender mais famílias, mas com menos conforto menos. Também se as casas fossem entregues sem reboque ou forros, seria possível construir mais'', declara.
Por isso, segundo Moreira, a Cohab busca conciliar, com uma verba limitada, um mínimo de conforto com a construção do maior número possível de unidades. E nos casos das famílias mais carentes, e que se ''amontoam'' nas residências, a Companhia busca prestar auxílio através do setor de assistência social.
A Avaliação Pós-Ocupação de Habitações de Interesse Social é um projeto voltado a identificar as necessidades dos moradores. A pesquisa é uma metodologia de uso comum entre as construtoras responsáveis por imóveis de alto padrão. (F.R.F.)

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