Cohab quer derrubar barracos desocupados do São Lourenço
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segunda-feira, 27 de outubro de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
Josoé de CarvalhoNo chãoCohab entra na Justiça para destruir barracos abandonados no São Lourenço: 86 famílias ainda ocupam a áreaA Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) deve ingressar hoje na Justiça com uma ação que visa a derrubada de pelo menos 26 barracos vazios existentes na área invadida nos fundos do conjunto São Lourenço (zona sul). Na semana passada, a Cohab conseguiu a reintegração de posse da área, ocupada no mês passado e que conta atualmente com 86 famílias.
O assessor social da Cohab, Humberto Rodrigues de Lima, explica que foi feito um levantamento preliminar para verificar quantas famílias estão realmente morando lá e o número de barracos vazios, o que comprova a ação de especuladores (que invadem com o objetivo de comercializar o lote). Pelo menos 26 dos 86 barracos estão vazios e podem ser demolidos.
Humberto de Lima diz que este número pode crescer já que, na sexta-feira, quando os técnicos da Cohab estiveram na área invadida, não conseguiram encontrar os proprietários de todos os barracos. Ele acredita que algumas famílias estavam ausentes ou então os barracos não estão mesmo sendo habitados.
O assessor social da Cohab acredita que ainda nesta semana terá uma resposta da Justiça quanto à ação de derrubada dos barracos. Paralelamente a esta medida, técnicos da Cohab negociam a retirada das famílias da área. Humberto de Lima observa que os invasores não vão poder continuar ocupando o terreno, mas ressalta que a retirada deve ser pacífica. Logicamente não agrada ter que sair de lá, mas eles estão entendendo a posição.
A liminar de reintegração de posse foi dada no início da semana passada pelo juiz da 9ª Vara Cível, Fábio Dalla Vecchia. A Cohab recorreu à Justiça alegando que o terreno é impróprio para moradias, já que é íngreme e rochoso e as paredes apresentam fraturas. A área possui cerca de 40 mil metros quadrados. Após a retirada das famílias, a Cohab pretende limpar e cercar o terreno.


