O presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, Assad Jannani, lançou na tarde de ontem o Projeto Renascer, que tem como principal objetivo construir 10 mil casas populares nos próximos seis anos. A solenidade, que contou com a presença de diversas autoridades, aconteceu no gabinete do prefeito Antonio Belinati (sem partido).
Na apresentação do projeto, que será desenvolvido através de parcerias com órgãos públicos e empresas privadas, Jannani salientou que as outras metas mais importantes são a retomada da construção popular na cidade, o equilíbrio financeiro e operacional da Cohab, e a criação de um novo sistema de acesso à habitação para as camadas mais humildes da população.
O projeto deve ter início em abril, quando começarão a ser construídas as primeiras 60 casas do programa piloto, desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL). As unidades habitacionais serão construídas através do sistema de blocos pesquisados pela UEL e que, segundo Jannani, acrescentarão qualidade às casas e reduzirão os custos de construção.
Josoé de CarvalhoJannani diz que serão necessários cerca de R$ 100 milhões para construir as 10 mil novas casas. Os recursos serão buscados, principalmente, com base nos instrumentos da nova lei federal que criou o Sistema Financeiro Imobiliário. ‘‘Este novo caminho pode retirar o país da recessão, provocando o melhor período para o setor da construção civil. Ele une o setor mobiliário, que conta com capital, e o imobiliário, que tem projetos mas não os recursos. É aí que iremos buscar dinheiro para investir.’’
Ele adiantou que a intenção é construir, neste ano, cerca de 600 unidades. Ano que vem, este número subiria para cerca de duas mil. A parte polêmica do projeto fica por conta da intenção de Jannani de implantar a maior parte dos novos conjuntos na Fazenda Refúgio (zona sul), área com 153 alqueires.
Comprada pela Cohab em 1991, na administração anterior de Belinati, pesa contra a área duas ações: uma que acusa a compra - de Cr$ 943 milhões na época - de ter sido superfaturada; e outra que pretende demonstrar que a fazenda, por sua constituição geológica e topográfica, é imprópria para a construção civil. ‘‘As perícias que estão no processo comprovam que não houve superfaturamento. E estudos geológicos apontam que cerca de 30% da área são apropriados para a construção. Vamos usar no máximo 15% da fazenda.’’Arquivo FolhaLançamentoJannani (abaixo) apresentou ontem o projeto que prevê a construção de casas na Fazenda RefúgioOsmani Costa

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