Tanto a Cohab quanto a Copel não aceitam as críticas dos moradores do fundo de vale do Jardim Pindorama e afirmam que resoluções sobre a situação estão bastante adiantadas. Carlos Eduardo Afonseca e Silva, presidente da Cohab, defende que o espaço às margens do Córrego das Pedras ''não pode ser habitado''. ''É uma nascente de rio, ninguém pode morar lá'', afirmou.
Afonseca diz que a Cohab planeja revitalizar o espaço e transferir os moradores para um terreno na região, com água encanada e energia elétrica. No primeiro projeto, a idéia é construir um parquinho para as crianças do bairro e fazer um acompanhamento do córrego com pedras-bola. Já a transferência pode ser problemática Afonseca teme que a divulgação do fato faça com que mais famílias ocupem o fundo de vale.
''Já dissemos aos moradores que, se o número de famílias ultrapassar 19, não vamos ceder espaço pra ninguém. Pretendemos fazer contratos para que os habitantes da ocupação não vendam seus terrenos, mas muitos deles nem têm carteira de identidade'', explicou o presidente.
José de Faria, coordenador do Centro de Serviços da Copel de Londrina, afirma que é inútil os moradores fazerem novos ''gatos'', porque a ocupação deve receber postes em breve. ''Dentro de uma semana deve estar tudo instalado. Demoramos um mês desde a inspeção porque houve um processo e só conseguimos autorização da Cohab agora'', explicou. ''Amanhã (hoje) mesmo devemos fazer uma visita aos moradores para contar tudo'', garantiu.

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