Cohab oferece loteamento para moradores das baias
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O impasse envolvendo o poder público municipal e as 22 famílias acampadas desde janeiro em um estábulo da prefeitura no Jardim Nova Conquista (Zona Leste) parece finalmente estar caminhando para um desfecho. Essa foi a avaliação feita ontem à tarde por representantes dos acampados e da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, após a visita que pode definir a área a ser destinada aos invasores, um loteamento no Jardim Nova Esperança (Zona Sul).
Segundo o presidente da Cohab, Carlos Eduardo Afonseca, os lotes de 200 metros quadrados devem ser comercializados em prestações de aproximadamente R$ 30. Antes, porém, o Governo Federal precisa aprovar a prestação de contas das obras do estábulo (feitas há duas administrações) para que ele seja demolido, e as famílias, removidas. ''Nas baias essa gente não pode ficar, até por questões de higiene'', resumiu, referindo-se à falta de saneamento básico do local.
Favorável a uma negociação, o líder dos acampados, o roceiro Fábio Junior Duarte Ferreira, de 23 anos, ressalvou que a distância ainda é um entrave sem solução. ''O loteamento oferecido é muito longe de tudo. O posto de saúde mais próximo fica no União da Vitória, ®MDNM¯ e nós, sem emprego fixo, dificilmente temos condições de pagar transporte'', afirmou.
Ciente da preocupação dos moradores, Afonseca ponderou que, ''até pela incapacidade financeira das famílias, não há condições de levá-las para mais próximo do Centro. As prestações ficariam mais caras'', explicou. Para ele, a infra-estrutura do bairro vizinho é capaz de atender a demanda. ''No União da Vitória há creches, Caic e posto de saúde, por isso eles não têm razão para reclamar'', concluiu, destacando que, uma vez de posse dos lotes, os moradores construirão as casas em regime de mutirão.


