A Companhia Habitacional de Londrina (Cohab-Ld) assinou ontem convênio com a Caixa Econômica Federal (CEF) para integrar o Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Este é o primeiro convênio que a prefeitura firma com a Caixa depois da renegociação da dívida milionária que companhia tem com a Caixa. O presidente da CEF, Emílio Carazzai, cumpriu agenda ontem em Londrina e região, onde firmou convênios e fez inaugurações.

O Programa de Arrendamento Residencial (PAR) é inédito no País, mas até pouco tempo só era destinado para grandes cidades. Agora, a Caixa está disponibilizando o programa para mais 100 municípios que tenham população superior a 100 mil habitantes. No Paraná, além de Londrina, Ponta Grossa, Guarapuava, Paranaguá, Cascavel, Maringá, Foz do Iguaçu e Apucarana também serão beneficiadas com o programa que em todo o País teve R$ 3 bilhões destinados a construção de 150 mil moradias.

Diferente dos outros programas habitacionais oferecidos pela Caixa, nos quais os mutuários financiam os imóveis, o PAR adota como sistema de pagamento o leasing (aluguel com opção de compra). Durante 15 anos o mutuário paga mensalmente pelo arrendamento o equivalente 0,7% do valor do imóvel. A correção será feita pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Depois desse período ele tem a opção de aquirir a moradia e abater o valor pago. Segundo Carazzai, no PAR não existe saldo devedor e o programa é destinado às famílias com renda entre cinco e seis salários mínimos. ''Vamos analisar, entre outros critérios, que o mutuário tenha renda contínua e capacidade para pagar pelo leasing. As parcerias com as prefeituras são fundamentais para a implantação do PAR'', disse.

O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), explicou que na cidade o programa terá início com 250 famílias, mas quem em alguns casos o PAR será implantado juntamente com Habitar Brasil, destinado, por exemplo, para moradores de fundo de vale.

Segundo o presidente da Cohab-LD, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, técnicos da companhia já estão elaborando o projeto sobre possíveis locais onde as moradias do PAR, que terão 37 m2, possam ser construídas. Somente depois de aprovado o projeto é que a Caixa libera os recursos.

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