Transcorrida uma semana da reunião entre um grupo de moradores do residencial Novo Horizonte (zona norte) e a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) para a reivindicação de melhorias, algumas solicitações do abaixo-assinado começam a sair do papel. Pelo menos é o que garante o presidente da companhia, Carlos Eduardo Afonseca.
O primeiros contatos foram feitos com o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar por causa das reclamações da falta de segurança. Segundo Afonseca, as medidas acertadas com a PM serão mantidas em sigilo. A tenente Roberta Mildenberger, do setor de Comunicação do batalhão, informou que a corporação tem intensificado as operações nos horários de rush (das 17 às 20 horas), quando há mais ocorrências. ''Além disso, os oficiais estão realizando um trabalho constante de abordagem de veículos, bares e pessoas'', completou.
As denúncias de crianças em situação de risco também estão sendo averiguadas. ''Estamos estudando a descentralização do atendimento para toda a região norte, o que abrange o Novo Horizonte. Issso já é feito na zona rural e facilita bastante o acesso da população atendida'', explicou o presidente do Conselho Tutelar I, Valdir da Silva.
Sobre a a instalação dos quatro superpostes (com mais de 15 metros) negociados com a Copel, Afonseca adiantou que eles chegam ao bairro ainda este mês. Já a redução no valor das parcelas pagas à Cohab, pedido baseado no argumento de que as moradias se desvalorizaram devido à violência, deve demorar mais um pouco. Ela está sendo negociada com a Caixa Econômica Federal, que vai liberar a verba do quinto lote do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Popular (PSH)), o que deve levar pelo menos três meses. Esse também é o prazo estipulado para obras de infraestrutura financiados com recurso do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), anunciadas semana passada.
O que será construído, entrentanto, depende da apuração de uma pesquisa aplicada no fim de semana, pela companhia, para análise do perfil sócio-econômico das famílias do bairro. ''Levaremos o que essas pessoas reclamarem, nesse levantamento, para o Ministério das Cidades e aí encaminharemos projetos.''

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