Cohab de Londrina não vai tolerar invasões de áreas
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quinta-feira, 21 de junho de 2001
Érika PelegrinoDe Londrina 
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), Carlos Eduardo Afonseca e Silva, diz que não aceitará mais invasões de terrenos na cidade. Ele afirma que algumas pessoas de má-fé estão ocupando áreas para obter lucro. No entanto, o município ainda não desenvolveu uma política habitacional para atender milhares de pessoas que não possuem renda suficiente para pagar aluguel e muito menos comprar uma casa própria.
Segundo dados da Secretaria de Ação Social, hoje 160 mil pessoas vivem em situação de pobreza ganhando até dois salários mínimos. Dados da Cohab apontam que 47.700 famílias moram em favelas, ocupações e assentamentos. O presidente da Cohab argumenta que a definição da política habitacional depende da aprovação da proposta de reforma administrativa pela Câmara Municipal. Enquanto isso não acontece, a situação das pessoas fica como há 60 anos, declara.
Ao ser questionado se não estaria prejudicando milhares de pessoas que realmente não têm condições de pagar um lugar para morar, Carlos Eduardo diz que os necessitados devem procurar a Cohab para ser feito um levantamento socioeconômico da situação deles. Se ficar comprovado que não têm condições, através da política habitacional que será desenvolvida a Cohab irá providenciar um local para elas, garante.
Ao mesmo tempo em que a Cohab diz não aceitar mais ocupações de terrenos, não há nenhuma medida efetiva a não ser recorrer na Justiça e pedir a reintegração de posse, como ocorre com a área ocupada na Vila Marieta, na Zona Norte da cidade. A política habitacional pretendida, de acordo com Afonseca e Silva, envolve outras secretarias. A de Ação Social orientará a pessoa para não vender o terreno em que for assentada e voltar para o antigo local de moradia; a Autarquia Municipal do Ambiente revitalizará o fundo de vale desocupado; a Cohab fará cadastro das pessoas e regularizará os lotes; a Secretaria de Obras cuidará da infra-estrutura.
Enquanto a política habitacional não é colocada em prática, o presidente informa que a Cohab está fazendo um estudo para saber quais áreas do município podem ser desapropriadas. Afonseca e Silva estará na Câmara na próxima terça-feira, a convite do presidência do Legislativo, para apresentar um diagnóstico da situação das favelas, ocupações e assentamentos em Londrina e discutir possíveis soluções.


