Osmani Costa
De Londrina
A Companhia de Habitacão (Cohab) de Londrina pagará R$ 200 mil por um terreno de 10 alqueires, que está invadido por 430 famílias de sem-teto desde agosto de 98. Com base em preços de mercado, a área foi avaliada pela comissão da prefeitura como um bem de valor máximo de R$ 136 mil. A proposta, aceita pelo proprietário do terreno que fica na zona oeste, foi feita pelo presidente da Cohab, Assad Jannani, durante uma audiência de conciliação ontem à tarde na 7ª Vara Cível.
O terreno ocupado, denominado Jardim Maracanã, pertence à loteadora BR-Paraná Imóveis, do empresário Carlos Rogério Franchello, que foi à reunião no Fórum acompanhado de um irmão que é advogado. A negociação durou cerca de duas horas e foi intermediada pelo juiz da 7ª Vara, José Cichocki Neto, e pelo promotor de Garantia dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares.
O pagamento do terreno será feito em dez parcelas de R$ 20 mil cada, sem juros e nem correção monetária. A primeira prestação será paga, possivelmente no início do ano que vem, assim que a loteadora passar a escritura de propriedade da área para à Cohab. O acordo de ontem prevê que a companhia de Habitação pode solicitar imediatamente, à Copel e Sanepar, as respectivas ligações das redes de energia elétrica e água encanada no Jardim Maracanã.
Inicialmente, a loteadora reivindicava R$ 280 mil pela venda do terreno. Várias outras propostas da Cohab, inclusive a de troca por outra área, foram rejeitadas por Franchello. Cerca de dez moradores do assentamento estiveram presentes à reunião. O presidente da associação dos moradores, o pedreiro Ederval Faustino, disse ter ficado satisfeito com a compra do terreno pela Cohab.

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