Cohab cerca fundos de vales invadidos
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segunda-feira, 06 de abril de 1998
Célia Baroni 
Mario CesarObstáculoFuncionários da Cohab cercam fundo de vale do Ilda Mandarino: idéia é garantir preservação do local As áreas de fundo de vale invadidas serão desocupadas, cercadas e revitalizadas em Londrina. A Companhia de Habitação (Cohab) quer que o trabalho de preservação seja desenvolvido em parceria com as associações de moradores de bairros. A medida foi a solução encontrada pela Cohab para inibir novas invasões nessas áreas. Só em 98 a Cohab registrou quatro invasões em fundos de vales.
A Cohab já entrou em contato com a Autarquia do Meio Ambiente (AMA) para que se faça a revitalização. Mas a comunidade também vai ter de participar, ajudando a preservar o local, diz o presidente da Cohab, Wilson Mandelli. O fundo de vale do conjunto Ilda Mandarino (zona norte) será a primeira área a passar pela revitalização.
Mandelli informa que, dos 53 barracos construídos no local, apenas dois permaneciam no fundo de vale, ontem à tarde. Eles estão vazios e a Cohab não sabe informar quem são os donos. O presidente da Companhia diz que hoje, pela manhã, uma equipe vai até o local. Se os proprietários não se identificarem os barracos serão derrubados. Ontem à tarde uma equipe da Cohab começou a cercar a área.
Mandelli explica que a maioria dos invasores começou a deixar o fundo de vale do Ilda Mandarino após a primeira etapa do levantamento. Segundo ele, a Cohab está fazendo conferindo todas as informações dadas pelas famílias cadastradas nas invasões. As famílias carentes serão atendidas. Mas os especuladores serão denunciados à polícia, afirma o presidente da Companhia.
Mandelli acrescenta que apenas sete do total de famílias invasoras comprovaram ser realmente carentes. Encontramos até um proprietário de casa popular quitada entre os invasores.
O próximo fundo de vale a ser desocupado será o do jardim Santiago (zona oeste), invadido no início do ano. Técnicos da Cohab começaram ontem a levantar os dados das famílias que estão ocupando a área.
A Companhia está empenhada na desapropriação de uma área na zona oeste para atender as famílias comprovadamente carentes, que estão nas invasões. O terreno, diz Mandelli, tem de estar próximo a serviços básicos e oferecer acesso fácil ao sistema de transporte coletivo. Ele descarta a possibilidade de utilizar o Mirante do Eldorado (zona norte), como loteamento para moradias populares.
A idéia de usar o Mirante surgiu no último dia 26, durante a reunião do grupo de estudos formado por representantes da Prefeitura, Câmara, Ministério Público e comunidade organizada. Mandelli diz: O Mirante do Eldorado fica muito distante dos serviços básicos. Ele é mais adequado para a implantação de projetos como o de vilas rurais.


