Cesar Brustolin/SMCSOs primeiros moradores cadastrados são do Jardim TriânguloCom acompanhamento do serviço social da Cohab, a Prefeitura de Pinhais iniciou ontem o cadastramento das famílias que estão em áreas de ocupação irregular no município. O trabalho é o primeiro passo para a regularização das áreas, com a relocação dos moradores que estão em zona de risco de enchente. Uma equipe de dez pessoas participa do trabalho, que deve durar cerca de duas semanas e cadastrar perto de 600 famílias, em 20 ocupações.
A primeira área a ser cadastrada foi o Jardim Triângulo, localizado em um terreno alagadiço junto à linha férrea e próximo à Rodovia Leopoldo Jacomel, que liga Curitiba e Piraquara, passando por Pinhais. As casas foram numeradas e as famílias foram entrevistas. O trabalho realizado pela Cohab em Pinhais segue uma das principais diretrizes da administração do prefeito Cassio Taniguchi, de promover a integração de Curitiba com os demais municípios da Região Metropolitana. A Cohab atua como órgão de assessoria técnica da prefeitura na implantação de um programa habitacional.
O cadastramento é o primeiro passo para a realização de projetos de regularização ou relocação de famílias e visa traçar um perfil das áreas ocupadas e da população residente. Antes de iniciar o trabalho em campo, o serviço social da Cohab treinou os funcionários da prefeitura para aplicação dos questionários (que seguem o modelo padrão utilizado em Curitiba) e está acompanhando a realização das entrevistas. Na próxima fase, de tabulação dos dados, também haverá supervisão das assistentes sociais.
Ontem, a primeira casa a ser numerada foi a de Joaquina Lima Santos, que mora com o filho João há um ano e meio na área. Eles vieram de Paranavaí e vivem com o rendimento de João, que trabalha como pedreiro no mercado informal.
A secretária de Ação Social da Prefeitura de Pinhais, Ivonete Bozing, que coordena o trabalho de cadastramento, explica que o trabalho alcançará apenas os terrenos públicos municipais, deixando de lado os de propriedade particular. Todas as ocupações foram identificadas e a prefeitura realiza o monitoramento das áreas para evitar o ingresso de novas famílias.
O município de Pinhais, de acordo com a secretária, não tem disponibilidade de terrenos para projetos de loteamento e assentamento, porque quase a metade de seu território (44%) está incluída em região de preservação ambiental, junto aos mananciais de abastecimento de água. A área urbana já está praticamente toda loteada.

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