Estar internado nunca é uma experiência agradável; em período de festas então, é muito pior. Para as crianças do Hospital Universitário (HU) a Páscoa começou ontem, com direito a estórias, marionetes e o astro principal: o coelhinho da Páscoa com uma cesta recheada de ovos. A festa é uma tradição do hospital, que conta com parceria da iniciativa privada.
''A idéia é tornar o ambiente hospitalar mais agradável'', afirma a assistente social da Unimed, Sílvia Helena Nogari Ramos. Para isso, as crianças recebem a visita de uma contadora de histórias que relata, através de origamis, músicas e marionetes, o significado da Páscoa.
Na companhia das mães e enfermeiras, os pequenos pacientes, um pouco tímidos de início, deixaram de lado parte do abatimento da internação. Quem não pôde participar da festa tambén garantiu o ovo. ''As crianças que não têm condições de sair do leito recebem o coelho da Páscoa no quarto'', afirma a recreadora do setor pediátrico do HU, Lúcia Bruniera Brunelli. Para quem está de dieta e não pode comer chocolate, o doce é trocado por um brinquedo.
Com o ovo de Páscoa firmemente agarrado, o pequeno Rui Gabriel Moreira, 5 anos, conta que chegou no hospital anteontem. ''Gostei da festa e do coelho'', afirma, totalmente entretido com o presente. A festa também ajudou a descontrair as mães que acompanham as crianças na internação.
Caso da india caigangue Lizelanda Pereira, cujo filho Samuel, de sete meses, está internado há três dias. Para acompanhar Samuel, ela deixou outro filho de três anos na reserva do Apucaraninha, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina). Apesar da saudade, ela afirma que a Páscoa do outro filho está garantida: ''Na reserva também tem coelho da Páscoa'', brinca.

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