Coelhinho seria código para fuga de Borelli
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quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O assaltante Marcelo Moacir Borelli foi transferido ontem da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) para uma cela individual na Penitenciária Estadual de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. Segundo a Polícia Federal de Londrina, a transferência se deu às pressas porque havia fortes indícios entre eles o coelhinho de pelúcia que chegou à PEL - de que poderia haver um plano de resgate para livrá-lo da penitenciária.
De acordo com o delegado da PF, Nilson Antunes, o pedido de transferência, ''de maneira sigilosa e rápida'', partiu da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Vara de Execuções Penais (VEP). Ele foi retirado da cela pouco antes do meio-dia e levado para Curitiba num vôo comercial da TAM. O assaltante só ficou sabendo da transferência quando já estava dentro do avião.
Dez agentes da PF fizeram a escolta do assaltante, que cumpria pena na PEL desde dezembro do ano passado. Ele foi condenado a 192 anos de prisão por contrabando de armas, assalto e tortura a uma criança de 3 anos, filha de um ex-integrante de sua quadrilha, que o teria denunciado. Borelli também é suspeito do sequestro de um avião da Vasp, em 2000.
A transferência começou a ser pensada há pouco mais de duas semanas, quando uma caixa dos Correios endereçada à esposa de Borelli, mas com o endereço da penitenciária, chegou à PEL. A encomenda foi aberta pelo setor de segurança, que encontrou dentro do coelhinho de pelúcia uma pedra brilhante de vidro que imitava uma jóia. Junto do presente, havia um bilhete, indicando que ''dentro do presente havia outro presente''. Informado sobre a descoberta da pedra, o assaltante teria afirmado não saber de nada. A diretoria da PEL desconfiava que o pacote teria sido enviado para testar a segurança da penitenciária.
''O coelhinho tem um valor simbólico e aparentemente se tratava de um código '', destacou Antunes. A Folha apurou que o uso do briquedo como um código já teria sido usado pelo assaltante em ocasiões anteriores. ''Com o coelhinho e outras informações, conseguimos alguns indícios de que estaria se aproximando um plano de fuga'', afirmou o delegado.


