Código tem falhas, mas reduz acidentes
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sexta-feira, 22 de janeiro de 1999
Adriana Ribeiro 
O Departamento de Trânsito (Detran) do Paraná elaborou uma lista relacionando as exigências do novo Código de Trânsito Brasileiro que ele acredita que devem ser revistas. As sugestões serão levadas para Brasília, onde, entre os próximos dias 27 e 28, diretores dos Detrans de todo o País estarão reunidos no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
No encontro será feita ainda uma avaliação do primeiro ano de vigência do código, comemorado hoje. Mesmo com questões ainda pendentes, os órgãos que atuam na área de trânsito garantem que a nova lei trouxe resultados benéficos, principalmente a redução do número de mortos em acidentes.
Entre as determinações questionadas pelo Detran/PR estão a exigência de um curso de 18 horas para os motoristas que precisam renovar a carteira de habilitação. Para César Franco, diretor do Detran, a reciclagem poderia ser feita em 4 horas. Ele também considera dispensável a exigência do uso de bafômetro em caso de acidente com vítima fatal e acredita que o Denatran precisa definir melhor como os Detrans devem agir em situações de alteração de veículos - às vezes inevitável no caso de caminhões antigos -, e na regularização da documentação de motoristas que venderam seus veículos antes do código, mas que não fizeram a transferência da documentação.
A redução do número de acidentes e de vítimas foi uma das vitórias alcançadas nos primeiros 365 dias de aplicação do novo código. As pessoas passaram a discutir mais o assunto trânsito, diz Franco. O Detran ainda não possui dados sbore os acidentes ocorridos em novemnro e dezembro de 98, mas uma comparação entre os dez primeiros meses de 1997 e de 1998 mostra que o número de acidentes caiu de 66.797 para 65.375, respectivamente. No mesmo período, foram registradas 1.972 mortes em 1997 e 1.636 no ano passado.
Em Curitiba, a vigência do Código de Trânsito Brasileiro reduziu em 27,5% o número de mortos em acidentes nas ruas da cidade. De acordo com dados do Batalhão de Trânsito (BPTran), em 1998, foram notificadas 319 óbitos, contra 440 verificados no ano anterior. A prefeitura diz que o resultado é ainda melhor se comparado com o crescimento da frota de veículos. Nesse caso, segundo a Diretran, a redução do número de mortes é de 3,15%.


