Código de barras agiliza gerenciamento no Hemepar
Giovani Ferreira
De Curitiba
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) inaugurou ontem o Hemovida, um sistema informatizado de gerenciamento das unidades hemoterápicas. A nova forma de gerenciamento garante maior qualidade aos serviços desenvolvidos pelo Hemepar, com o cadastramento dos procedimentos realizados através de cógigos de barras. Todas as informações relacionadas ao material coletado, examinado e liberado serão computadas pelo Hemovida, eliminando o cadastro manual.
O Paraná é o primeiro estado brasileiro a implantar o sistema. O Hemepar foi escolhido pelo Ministério da Saúde para ser piloto do projeto, por ter um sistema de vigilância sanitária dos hemocomponentes que acompanha não apenas o doador, mas também os receptores. Esse procedimento não é comum em outros Estados. Outro motivo foi o fato de ser uma unidade de médio porte, considerada ideal para a fase de testes. Além do Paraná, o Rio Grande do Sul também está testando no novo sistema, que no próximo ano deve ser levado para todo o País.
O secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio, explicou que a principal mudança é a diminuição da margem de erro humano, como troca de digitos e etiquetas, situação mais vulnerável pelo gerenciamento convencional. Para o usuário do Hemepar muda a velocidade do atendimento, que será mais ágil com o Hemovida. Ao invés de passar por três fases, o doador de sangue será examinado e encaminhado direto para coleta.
O lançamento do Hemovida faz parte da Semana do Doador Voluntário de Sangue, que integra a programação do Dia Internacional de Doação de Sangue, comemorado ontem. Em todo o Estado o Hemepar possui 24 unidades de coleta. No ano passado foram coletadas 93.563 bolsas, que originaram 201.794 hemocomponentes usados em 118.394 transfusões. A rede Hemepar fornece hemocomponentes para cerca de 300 hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Gays Os gays brasileiros não estão participando das comemorações do Dia Internacional de Doação de Sangue, em protesto contra uma portaria do Ministério da Saúde, que considera todos os homossexuais como pertencentes a grupos de risco de Aids. Nessa situação eles são impedidos de doar sangue. Os homossexuais estão pedindo fim dessa discriminação.





