Cerca de 100 técnicos do Conselho de Desenvolvimento do Sul (Codesul), que envolve os três Estados do Sul do País mais Mato Grosso do Sul e seis províncias argentinas, estão discutindo em Puerto Iguazu, cidade argentina fronteiriça com o Brasil, temas ligados à ciência e tecnologia, segurança, saúde, educação, turismo e cultura.
Amanhã, no final do encontro, os técnicos apresentam o protocolo de intenções com o objetivo de implementar estudos e propostas. A discussão maior é ligada ao meio ambiemte. Os técnicos querem elaborar leis comuns que incluem desde a preservação e utilização de recursos hídricos até regulamentação rigorosa para utilização de agrotóxicos.
Ontem, os técnicos passaram o dia discutindo uma ata comum para cada área. As reuniões foram setorizadas e o teor das propostas só deve ser conhecido na sexta-feira, quando serão entregues ao presidente do Codesul, o governador paranaense Jaime Lerner (PDT). Somente após a análise criteriosa dos governadores, devem ser assinados os acordos.
O trabalho dos técnicos é resumido a propostas de legislação comum entre os Estados. A maior dificuldade, segundo eles, é elaborar acordos que não firam as constituições dos dois países.
Numa reunião separada, as propostas serão discutidas pelos governadores dos quatro Estados brasileiros (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul) e das seis províncias argentinas (Formosa, Chaco, Santa Fé, Entre Rios, Corrientes e Missiones).
O gerenciamento de recursos hídricos, a questão dos agrotóxicos e um sistema informatizado de controle ambiental são os principais temas discutidos pela comissão de Meio Ambiente. Os técnicos aproveitam para aprofundar a discussão da pauta da Ecosul 97, encontro que vai definir as propostas comuns de atuação para o meio ambiente.
Os técnicos estão buscando ainda a compatibilização sobre leis que regulamentam agrotóxicos, incluindo normas e padrões de fabricação e comercialização entre os estados membros do Codesul e províncias argentinas.
Já na comissão de recursos hídricos, os temas concentram-se na possibilidade de criação de uma rede hidrométrica conjunta, além de sistema de abastecimento e saneamento, utlização sustentável do Aquífero Botucatu e formação de um sistema de gestão de recursos hídricos da região Sul dos dois países.

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