Codem vai pesquisar formação acadêmica
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de agosto de 2001
Marcos Zanatta<BR>De Maringá 
O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) vai ouvir 2 mil profissionais que foram graduados pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Centro de Estudos Superiores de Maringá (Cesumar), entre 1995 e 2000. A proposta do Codem é medir o nível de formação profissional de vários cursos oferecidos pelas instituições.
A intenção, explica o coordenador da câmara técnica para assuntos universitários do Codem, José Roberto Pinheiro de Melo, é saber o que foi ensinado nas faculdades que realmente está sendo aplicado na profissão. A relação entre o conteúdo acadêmico e o exercício da profissão pode apontar para possíveis mudanças na grade curricular dos cursos.
A maior dificuldade encontrada pelos pesquisadores, coordenados pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sócio-Econômicos (Ipese), é localizar os formandos indicados pelas instituições. A meta, segundo Melo, é estar com o levantamento concluído em no máximo 60 dias.
Ele não quer fazer previsões, pois acha que sem uma prévia dos resultados não tem como saber a situação do currículo de cada curso. ''Nossa meta é aproximar o ensino à realidade de cada profissão'', adianta.
Uma das preocupações do Codem, sugere Melo, é que a formação universitária desperte o interesse empreendedor do acadêmico. ''Se isso não estiver ocorrendo, pelo menos como podemos esperar em alguns cursos, é preciso interferir no processo para mudar o conteúdo dos cursos'', afirma.
Melo concorda que uma mudança curricular demanda tempo, mas acha que é preciso iniciar um processo de identificação do curso com a realidade profissional. ''O importante é colocar a universidade e o mercado de trabalho na mesma linha'', diz.


