Maringá - O Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem) completa nessa semana 10 anos de existência. Criado para unir a sociedade maringaense em torno de projetos de crescimento e melhoria da qualidade de vida, o Codem conseguiu algumas conquistas durante esse período e agora quer reunir novamente dezenas de pessoas para debater novas metas para 2030. Hoje, o conselho conta com um dos mais completos bancos de dados sobre a cidade e tem sido modelo para outros municípios.
O presidente do Codem, Ariovaldo Costa Paulo, lembra que na época da criação do conselho, Maringá atravessava uma crise econômica e de desenvolvimento. O objetivo era unir a sociedade em torno de projetos que fizessem a cidade voltar a crescer, mas de forma sustentável e organizada. Isso foi feito em vários segmentos e o Codem se tornou uma referência.
Hoje, o Codem tem 378 membros que representam 137 entidades, como sindicatos, associações, clubes de serviços, universidades, entre outros. Atualmente, existem 12 câmaras técnicas para desenvolvimento dos mais variados projetos. A última foi criada no mês passado para estudar a viabilidade da federalização da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e quais as vantagens da mudança.
Um dos diretores executivos do Codem, João Celso Sordi, lembra que na criação da entidade foi feito um documento para pensar Maringá até 2020. Nesses 10 anos que se passaram, algumas metas foram revistas, mas foram conseguidos grandes avanços. ''Uma das coisas que se pensava na época era transformar Maringá em um centro de ensino e isso hoje é uma realidade'', comenta.
Após ser criado, o Codem conseguiu a ampliação das vagas do curso de Medicina na UEM e ainda a criação de 11 novos cursos, o que não acontecia há 12 anos. Nesse período também deu apoio a criação de outras instituições de ensino. Sordi lembra que há 10 anos existiam em Maringá perto de nove mil vagas no ensino superior, hoje o número chega aos 30 mil. ''A transformação da cidade nesse sentido foi muito grande e ainda temos campo para avançar. Por isso a necessidade de uma nova assembléia para se repensar o município'', explica.
O Codem também teve participação ativa na criação do Aeroporto Internacional e no projeto do Novo Centro. Ambos hoje são referências na cidade. Entre as diretrizes fixadas há 10 anos, umas das principais também era fazer com que a cidade crescesse ordenadamente e não perdesse suas características. Isso tem sido alcançado na visão da entidade, como comenta o diretor.
Sordi informa que o Codem tem reunido informações e criado um banco de dados importante para acompanhar o desenvolvimento da cidade. O cruzamento dessas informações ajuda a identificar problemas e analisar como a cidades cresceu. Um exemplo é a evolução do número de empregos que passou de pouco mais de 60 mil vagas, nos variados segmentos, para mais de 90 mil vagas.
Com o acompanhamento periódico, o conselho identificou que o maior crescimento foi no setor serviços e no comércio. A frota de veículos também saltou em 10 anos de cerca de 95 mil para mais de 171 mil, no entanto, o número de carros por pessoas caiu, nesse período, de quase três por habitante, pouco quase dois.
O acompanhamento desses números é importante para saber rapidamente como está a cidade, argumenta Sordi. ''Dessa forma podemos fazer previsões concretas de como está o município em um tempo curto e não esperar a divulgação de dados oficiais, que na maioria das vezes ficam defasados. Conseguimos até detectar o nível de felicidade dos maringaenses, graças a essas pesquisas constantes'', observa.
Com a criação do Codem, também foi assegurado que 2% do orçamento do município serão destinados à Secretaria de Indústria e Comércio e ao Fundo de Desenvolvimento Econômico. Esse ano, esses recursos ficaram em torno de R$ 480 mil e cerca de R$ 40 mil foram usados para custear despesas do conselho.
Sordi conta que o Codem tem muitos voluntários e isso faz a diferença no andamento da entidade e das câmaras técnicas. ''Temos pessoas empenhadas em ver a cidade melhorar em todos os sentidos'', argumenta.

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