O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), José Cândido Miller Júnior, garante que todos os empresários que se enquadrarem nos critérios da Lei de Incentivo Industrial gozarão de seus benefícios, especialmente a doação de terrenos com toda a infra-estrutura. A garantia do presidente da Codel é dada em resposta aos problemas enfrentados por empresários que estão impedidos de ampliar seus negócios devido ao Plano Diretor de Londrina (PDL). É que a Prefeitura está indeferindo projetos para ampliação de indústria ou comércio em ruas reclassificadas pelo novo plano como residenciais.
Alguns empresários já desistiram de montar indústria na cidade e outros pensam em se transferir para outros municípios. De acordo com a reportagem publicada ontem no caderno Folha Londrina, Paulo Henrique Gardemann, da RR Embalagens Ltda., desistiu de transferir a empresa de Jandaia do Sul para Londrina.
Ontem, Benedito Pereira Cândido e sua filha Sueli Aparecida Pereira disseram à Folha que se a Prefeitura não aprovar o projeto de ampliação da fábrica de calçados rústicos também vão mudar de município. A fábrica de Benedito e Sueli funciona há mais de oito anos nos fundos da residência da família, na Rua Prata, no Jardim São Francisco de Assis (zona oeste).
Há cerca de um ano, pretendem ampliar o negócio. Para isso, adquiriram a data ao lado, próximo de outros barracões industriais e comerciais, e começaram a pagar a estrutura pré-moldada. Mas, para sua surpresa, o projeto foi indeferido.
Inconformados, contrataram o advogado Otávio Paulo Genta. O advogado protocolou pedido de certidão narativa e autorização, argumentando que o terreno fora adquirido para fins comerciais apenas 62 dias antes da mudança do zoneamento da cidade e que o indeferimento imporia prejuízos injustos.
‘‘Seguindo orientações da Prefeitura para facilitar a aprovação do projeto no Conselho Municipal de Planejamento Urbano, elaboramos o Relatório de Impacto Ambiental Urbano (Riau), comprovando impacto negativo’’, destaca o empresário. ‘‘É incompreensível que, a Prefeitura ofereça terreno com toda a infra-estrutura e até benefícios fiscais para grandes empresas e indefira projetos de ampliação de microempresários já instalados no município’’, desabafa Benedito Cândido.
Antônio César Arengue, proprietário de uma fábrica de móveis de fundo de quintal na Avenida Antônio Capello, no Jardim Maria Lúcia (também na zona oeste), enfrenta a mesma dificuldade. Arengue pretende ampliar sua fábrica, que emprega quatro pessoas, além de dois membros da família. Adquiriu terreno vizinho, mas também teve projeto indeferido pela Prefeitura.
‘‘A Prefeitura me ofereceu um terreno onde seria instalada a fábrica da Pepsi-Cola. Mas o preço era muito alto. Achei melhor não arriscar’’, disse Antônio César. Ele diz que não compreende por que a Prefeitura oferece tudo para os grandes empresários e dificulta o crescimento dos pequenos.Dorico da SilvaIndeferido Cândido, ao lado do filho Sebastião e do advogado Otávio Genta: planos de ampliação podem ser frustradosÁureo Nogueira

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