A Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) não irá mais emprestar a área do futuro Condomínio Industrial Francisco Sciarra (terreno que havia sido cedido para a Pepsi, localizado na zona leste da cidade) para abrigar veículos apreendidos. A decisão foi tomada ontem devido aos grandes transtornos que o comunicado gerou, conforme esclareceu o presidente da Codel, José Cândido Miller.
Após a notícia ser divulgada, semana passada, houve algumas manifestações contrárias. Entre elas, a do deputado estadual eleito Moysés Leônidas (PDT), que aventou a possibilidade de ir à Justiça para tentar impedir o empréstimo. A notícia também não repercutiu bem, ontem, na sessão da Câmara. O vereador Célio Guergoletto (PMDB), que é representante da Câmara no condomínio, considerou um desrespeito o Legislativo não ter sido comunicado ou consultado sobre o empréstimo.
Leônidas e Guergoletto argumentaram que a notícia do empréstimo desmotiva as empresas que queiram se instalar na área. ‘‘Já são 39 empresas interessadas e que estão tendo os projetos avaliados. A intenção de emprestar a área para colocar veículos irregulares apreendidos só atrasa o processo’’, comentou Guergoletto, que ameaçou deixar de representar a Câmara no condomínio.
Miller relatou que toda a discussão começou na quarta-feira da semana passada, quando ele foi procurado pelo presidente da Companhia de Urbanização (Comurb), Kakunen Kyosen. ‘‘Ele me disse que a Comurb faria uma fiscalização rigorosa para apreensão de ônibus irregulares e que não teriam onde colocá-los. Foi então que Kakunen me solicitou parte da área emprestada provisoriamente. Achei oportuno o pedido, mesmo porque corremos risco daquela área ser invadida’’, disse Miller.
Ele acrescentou que em nenhum momento conversou ou negociou com a Companhia de Trânsito para que os veículos apreendidos pela Polícia Militar, de forma geral, fossem encaminhados para o mesmo local. ‘‘Emprestaríamos apenas para que fossem colocados ônibus. Nossa prioridade é a instalação, no local, do Condomínio Industrial Francisco Sciarra. Hoje (ontem) já encaminhei um ofício à Comurb informando que não haverá mais empréstimo.’
A história que chegou ao comando da Ciatran foi diferente. Segundo o comandante da companhia, Sérgio Dalben, tanto ele quanto o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Ademir Costa, receberam a informação de que o terreno abrigaria todos os veículos apreendidos pela PM. ‘‘O pátio da Ciatran está superlotado e não temos mais onde colocar esses veículos’’, lamentou.
O terreno está localizado no Conjunto Lindóia e possui 110.608,92 metros quadrados, dos quais 2.400 metros de área coberta, onde antigamente funcionava o depósito de Pepsi.

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