Cobrança sindical única será discutida em Foz
Dimitri do Valle
Sindicalistas de 17 entidades paranaenses se reúnem no próximo sábado em Foz do Iguaçu, região Oeste do Estado, para debater pela primeira vez o projeto de lei do governo federal que pretende instituir uma cobrança sindical única para os trabalhadores. O encontro está sendo organizado pela Força Sindical e deve reunir os dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e representantes de federações trabalhistas do Estado.
O presidente da Força Sindical no Paraná, Sérgio Butka, disse que o posicionamento do encontro será apresentado numa audiência pública com o relator do projeto, deputado federal Luiz Antônio de Medeiros (PFL), na próxima terça-feira, em Brasília. Butka vê no projeto uma possibilidade de resgatar a credibilidade do sindicalismo brasileiro, que segundo ele, é sustentado por uma legislação arcaica. O projeto que deve ser votado até o final deste ano prevê a adoção de uma taxa negocial. O projeto está em discussão no Congresso Nacional desde 1997.
Assembléia - De acordo com o que sugere o governo através do projeto de lei 3003/97, as formas de descontos atuais, como o imposto sindical, a taxa de reversão e contribuição confederativa, iriam desaparecer para dar lugar a taxa negocial. Quem é associado ao sindicato continuaria a ter sua mensalidade abatida na folha junto com a nova e única taxa. O projeto sugere que o percentual da taxa seja decidido em assembléia, assim como o número de repasses por ano para os cofres do sindicato.
O presidente da CUT, Roberto Von Der Osten, que participará da discussão em Foz do Iguaçu, defende que a nova contribuição seja absolutamente voluntária e aprovada em assembléia. Ele acredita que o projeto deve conceder o direito de oposição ao trabalhador que não quiser descontar a taxa negocial. O que não queremos é criar taxas compulsórias. Quem não concordar com ela não precisa pagar, comentou. Osten acha que é preciso estabelecer limites de percentuais de desconto da nova taxa para não acontecerem abusos na folha dos trabalhadores.





