Cobrança em espaços da UEL confunde atletas
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sábado, 01 de março de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Uma polêmica surgida há algumas semanas está tirando o sono de muitos atletas de elite que treinam nas quadras e pistas do Centro de Educação Física (CEF) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A possibilidade de cobrança e a possibilidade de aumento nos valores já cobrados estão confundido os esportistas.
A cobrança é antiga segundo o diretor do CEF, professor Eloi Zamberlan, e foi aprovada pelo Conselho Administrativo (CA) em 1996. ''Quem sempre pagou é a comunidade externa'', frisou. De acordo com ele, apenas o CA pode deliberar sobre reajuste dos preços praticados, ''que não sobem desde que a resolução entrou em vigor''. O professor explicou que esses recursos entram como receita para a universidade e são repassados ao CEF para manutenção dos equipamentos esportivos.
Segundo Zamberlan, o único caso de não isenção é quando a prática esportiva não tem fins acadêmicos. Ele garantiu que não houve nenhuma conversa no sentido de cobrar dos atletas conveniados que utilizam as quadras e pistas da instituição. Os preços praticados variam de R$ 5,00 a R$ 30,00 (para uso no período diurno).
Porém, a Folha apurou junto a atletas que usam a pista de atletismo que teria havido uma reunião em meados de janeiro, que discutiu a cobrança de taxas inclusive para alunos do próprio centro. Depois de muita discussão foi acertado que os discentes dos cursos de Educação Física e de Ciências do Esporte continuariam isentos da taxação. Zamberlan afirmou que desconhecia essa reunião.
Outro indicativo de que a cobrança pode sofrer alterações é que foi enviada ao CA uma minuta de resolução que estabelece novos valores dos preços públicos para utilização do complexo esportivo do CEF. Essa minuta leva em conta justamente a defasagem dos preços. De acordo com a nova tabela, seriam cobrados valores diferenciados para cada uma das quadras e pistas. Os preços por período girariam entre R$ 5,00, R$ 7,00, R$ 12,00 até R$ 30,00.
Uma das principais fundistas do norte do Paraná, Cleuza Maria Irineu, que treina diariamente na pista de atletismo do centro, disse ontem que não tinha nenhuma informação sobre cobrança para usar o equipamento. ''Para atletas sou contra; mas quando se trata de empresas acredito que tem que cobrar sim, porque não têm compromisso posterior com o esporte'', argumentou. Ela lembrou que os equipamentos e materiais são caros e devem ser preservados.


