A cobrança do Estacionamento Regulamentado (EstaR) a partir de hoje na região da Praça da Espanha, no bairro Batel, tem gerado discussão entre comerciantes, moradores e freqüentadores do local. Para alguns, a tarifa do estacionamento prejudica quem sempre parava o carro por ali; na visão de outros, a nova medida vai aumentar o fluxo de pessoas que passam e param na região.
De acordo com Prefeitura de Curitiba, a cobrança do EstaR na Praça da Espanha foi implantada para atender aos comerciantes do local. A intenção é garantir a rotatividade de carros durante o dia. "É um mal necessário", admite Paulo Brandes, proprietário de uma banca de revistas na praça. "Todos os dias, as pessoas paravam aqui e deixavam o carro o dia inteiro. É preciso rodar", completa. Para o comerciante, a cobrança não vai influenciar nas vendas dos estabelecimentos da região. "As pessoas vão continuar vindo, ainda mais agora, que sempre vai ter vaga sobrando", acredita.
Já Cláudia Sphaier, funcionária de uma loja de móveis da região, não concorda com o pagamento da taxa. Ela, que tinha o hábito de deixar seu carro em vagas em torno da Praça da Espanha, reclama que o EstaR prejudica quem trabalha na região. "Agora, estou chegando para trabalhar mais cedo, rodando mais para achar uma vaga e estacionando há três quadras daqui, em um lugar que não conheço", conta ela. Roberson Henrique Leite, que trabalha no restaurante vizinho, diz que agora já começam a sobrar vagas. Mesmo seu patrão tendo participado do abaixo-assinado que pedia a regulamentação do EstaR, ele não concorda em ter de pagar por sua habitual vaga.
A Diretoria de Trânsito da Urbanização de Curitiba (Diretran/Urbs) já instalou as placas de sinalização do EstaR em trechos das ruas Saldanha Marinho, Coronel Dulcídio, Fernando Simas, Ângelo Sampaio, Desembargador Motta e Presidente Taunay. Anteontem, agentes de trânsito da Urbs já deixavam alertas para os motoristas avisando sobre as mudanças.
Mesmo sem a obrigatoriedade, alguns motoristas já usavam o cartão do EstaR na última quarta-feira. O corretor de imóveis Jaime Werner colocou um mesmo sem necessidade. Ele sempre estaciona na região para visitar clientes. "Tomei um susto quando vi, mas coloquei o cartão. Aprovo a iniciativa, pois ficam mais espaços livres. É melhor pagar mas ter onde parar", comenta.

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