'Cobrança deveria ser por quilometragem'
Pegos de surpresa, os usuários ouvidos pela reportagem reclamaram do aumento de 19% na taxa de embarque (que passou para R$ 3,50), considerado abusivo. O engenheiro químico Marcelo Simões, que dia sim, dia não, vem de Maringá (Noroeste) a Londrina para trabalhar, comenta que o aumento vai fazer diferença no final do mês. ''No ano passado também houve aumento na passagem. Agora, a tarifa de embarque. Para mim, que uso o tranporte quase que diariamente, a taxa de embarque resulta num montante significativo.''
Indignada, Eliane Cristina da Silva, funcionária de uma empresa de ônibus, declarou que o aumento era um 'assalto'. ''Tem passageiro que viaja todos os dias para cidades vizinhas. A taxa já é alta e, com o reajuste, tem local que vai ficar quase o preço da passagem. A cobrança deveria ser feita por quilometragem e não por viagem'', defende. Para a estudante Laisla Gonçalves mais um aumento de tarifa é inaceitável. ''Moro aqui para estudar e vou aos fins de semana para a casa dos meus pais, em Bandeirantes (Norte). Todos esses aumentos vão significar muito nas minhas despesas mensais.''
Quem utiliza os serviços de táxi também vai sentir no bolso o aumento da bandeirada e quilômetro rodado. Para a pedagoga Sandra Bizusko, o reajuste não se justifica. ''Sou de Curitiba e lá os valores são bem menores por um serviço de qualidade. Fui tentar andar de ônibus aqui e foi uma experiência terrível. A alternativa é andar de táxi. Mas com o aumento vai ficar inviável.'' (Marian Trigueiros/ Reportagem Local)





